Roteiro ‘A Arte na Rota do Ouro Branco’ releva História do Açúcar

Foi hoje lançado, no Museu da Quinta da Cruzes, o roteiro ‘A Arte na Rota do Ouro Branco: Arquipélago da Madeira Séculos XV e XVI’.

No lançamento desta obra, a secretária regional do Turismo e Cultura sublinhou “a devida importância” que tem sido dada à “ligação primordial e substantiva à História do Açúcar, não só no Programa de Comemorações dos 600 Anos do descobrimento das Ilhas da Madeira e Porto Santo, mas também turisticamente, enquanto produto diferenciador da nossa História, património e identidade”.

No caso do Turismo, refira-se a recente apresentação da ‘Rota da Cana-sacarina e do Rum da Madeira’, disponível em cinco línguas e que valoriza precisamente não só o legado histórico do açúcar, mas também a sua permanência nos dias de hoje.

Paula Cabaço agradeceu ainda “a todos aqueles que são guardiões deste valioso património que chegou aos nossos dias, nomeadamente à Diocese do Funchal, Fábrica Paroquial, Museu de Arte Sacra, outros museus e também aos cidadãos”.

Este roteiro, conforme explicou na apresentação e lançamento do mesmo, “surge na sequência da exposição ‘As Ilhas do Ouro Branco’, de grande sucesso, realizada, no Museu de Arte Antiga, para assinalar o início das Comemorações dos 600 Anos e que foi inaugurada por sua excelência o Presidente da República e pretende apresentar as obras que estiveram expostas, em Lisboa, bem como outras da mesma cronologia histórica no atual contexto em que se encontram expostas, valorizando as obras e respetivos proprietários”, contextualizou ainda a governante.

Note-se que, neste roteiro, organizado por concelhos, permitindo assim um circuito visitável, são apresentados, ao todo, 58 edifícios, na sua maioria referentes à arquitetura religiosa, sendo, para todos, apresentada uma breve resenha histórica, caracterização, tipologia, técnica artística, estilista, assim como as transformações sofridas ao longo de séculos, tendo ainda todas as obras identificadoras de encomenda artística ao tempo da grande produção de açúcar, referindo, sempre que possível, quem as encomendou.