Orquestra e coro da Casa Pia de Lisboa atuam no Tivoli com artistas como Simone de Oliveira

Lusa

Mais de cem alunos músicos da orquestra e do coro da Casa Pia de Lisboa sobem segunda-feira ao palco do Tivoli com cantores consagrados como Simone de Oliveira e Rita Redshoes, num espetáculo em que as receitas revertem para novos instrumentos.

Este Concerto da Primavera vai juntar no mesmo palco a orquestra de cordas e o coro da Casa Pia de Lisboa que, tal como nas três anteriores edições, convidaram artistas de renome para os acompanhar.

Mário Laginha, Cátia Guerreiro, Lura, Ana Bacalhau e Marisa Liz foram alguns dos convidados que participaram nas edições anteriores deste concerto que segunda-feira vai contar com Simone de Oliveira, Rita Redshoes e o fadista Pedro Moutinho.

A Lusa assistiu a um ensaio dos músicos e cantores com Rita Redshoes e foi visível o entusiasmo dos estudantes e da cantora que, na sua página da rede social Facebook, já partilhou um vídeo do momento, convidando os seus amigos a assistirem ao espetáculo.

Para Hugo Ribeiro, maestro e professor da Casa Pia de Lisboa, este espetáculo “é uma alegria muito grande para os alunos que assim podem contactar com estes artistas”. “É um privilégio”, afirmou.

Na Casa Pia de Lisboa os alunos aprendem um instrumento musical desde o quinto até ao nono ano de escolaridade.

“A preparação destes concertos dá-se praticamente desde o primeiro dia do ano letivo”, afirmou, recordando que a orquestra principal, que irá atuar no Tivoli, é composta por alunos do oitavo e nono ano de escolaridade.

O coro é composto por alunos do quinto, sexto e sétimo ano, igualmente do ensino integrado de música.

Para o maestro, quando o pano do palco sobe é altura de usufruir do momento e deixar para trás os muitos nervos que marcam os ensaios.

“Quando estamos em palco já estou descansado da vida, pois vai correr tudo bem. O problema é realmente todos os ensaios e a preparação que se faz”, adiantou.

Para Hugo Ribeiro, “é muito repertório para essas crianças, porque estamos a falar de uma orquestra não profissional”.

No palco, estes alunos têm respondido com grande entrega.

“Na realidade, eles transcendem-se quando lhe são postas novas peças à frente. É essa disciplina, concentração e rigor que pretendemos no ensino integrado de música”, afirmou.

Alguns alunos têm seguido a carreira e são já vários os exemplos de músicos de sucesso, o que é “muito gratificante” para um maestro.

“É gratificante perceber que chega a um determinado momento e eles percebem que querem fazer da música a sua vida”, como aconteceu com Beatriz Garcia, aluna da instituição que toca violino na Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Nos bastidores de cada espetáculo há tempo para muitos abraços, autógrafos e fotografias e, segundo o maestro, tem sido visível “a interação entre os músicos e os convidados”.

Para a presidente do conselho diretivo da Casa Pia de Lisboa, Cristina Fangueiro, este espetáculo é uma possibilidade de “dar visibilidade do pouco e muito que se vai fazendo” na instituição.

“Eles estão habituados a atuar publicamente, mas estes concertos no Tivoli e com este impacto são de outro nível”, disse.

Para Cristina Fangueiro, “têm sido noites completamente mágicas. Costumamos dizer que o afeto se cruza com o talento, quer das crianças quer dos artistas. Respira-se arte, talento, afetos”.

Sobre os artistas, que atuam gratuitamente, a diretora considera que “são pessoas que têm acarinhado muito a Casa Pia”.

“São momentos muito importantes para a instituição, a Casa Pia e também para os artistas que também saem de lá muito sensibilizados e enriquecidos por terem participado nestas noites mágicas”, disse.