Museu de Arte Sacra promove conferência a propósito do filme Silêncio

A conferência relacionada com o filme “Silêncio” terá como orador, o Padre Adelino Ascenso, Superior Geral da Sociedade Missionária da Boa Nova, que irá falar sobre as caraterísticas do Japão; a Igreja Católica no Japão; aspetos culturais mais relevantes; apresentação de Shusaku Endo e da sua obra literária; romance Silêncio e seu significado teológico. A iniciativa é do Museu de Arte Sacra do Funchal, em parceria com o Conselho de Cultura da Universidade da Madeira e com o apoio do núcleo regional da ACEGE (Associação Cristã de Empresários e Gestores). A conferência decorre já amanhã, segunda-feira, pelas 18h30, no auditório da Reitoria, uma conferência, aberta ao público em geral, sobre o tema do filme de Scorsese em exibição no Funchal, e que tem por título A propósito de Silêncio: "Ser cristão no Japão. Desafios, ontem e hoje". A presente iniciativa do Museu de Arte Sacra do Funchal insere-se nos objetivos desta instituição, de promover ou partilhar as suas iniciativas em articulação estratégica com outras entidades que pautam o seu trabalho pela procura da reflexão e do conhecimento, procurando que a cultura e os valores sejam um bem mais divulgado e partilhado em ordem a uma sociedade mais humana. Sempre num clima de diálogo e de abertura aos grandes temas da atualidade, e que são transversais à sociedade civil e à cultura contemporânea. A mais recente obra do realizador americano Martin Scorsese, adapta o romance homónimo de Shusaku Endo sobre a tumultuosa história do cristianismo no Japão. No livro como no filme, a apaixonante história de sacrifício e fé que é narrada transporta o espectador para a segunda metade do século XVII: dois jovens jesuítas viajam para o Japão em busca de um missionário, o padre Cristóvão Ferreira, seu mentor, que depois de ser perseguido e torturado, (alegadamente) renunciou à sua fé. Eles próprios viverão o suplício e a violência que os japoneses exercem sobre os cristãos. Como pano de fundo, paira o silêncio de Deus diante do martírio que sobrecarrega um dos protagonistas, silêncio a que faz referência o título da obra.