‘Graças ao Eça!’, do ‘Liceu’, vence ‘Prémio Carlos Varela’ e vai ao Baltazar Dias

Sofia Lacerda

A peça ‘Graças ao Eça!’, do grupo ‘O Moniz – Carlos Varela’, da Escola Secundária Jaime Moniz, é a grande vencedora do ‘Prémio Carlos Varela’ no XXVII Festival Regional de Teatro Escolar - Carlos Varela.

O galardão foi anunciado esta tarde, na cerimónia de encerramento deste evento, tendo sido escolhido pelo júri, composto por Ana Amaro, da Câmara Municipal do Funchal, por Duarte Rodrigues, ator, encenador e formador, por Maria José Varela Costa, da Associação Contigo Teatro e ainda pelo bailarino e coreógrafo Yury Rykonov.

‘Graças ao Eça!’ tem agora entrada direta no Teatro Municipal Baltazar Dias, no dia 9 de maio, às 19 horas, numa distinção que decorre de um protocolo estabelecido em 2016.

Este trabalho resulta de uma adaptação de ‘Os Maias’, de Eça de Queirós, com excertos da obra ‘Resumo de ‘Os Maias’ e ‘Lusíadas’’, do humorista Ricardo Araújo Pereira.

“Era uma vez um garino chamado Carlos e o seu pai, Pedro, matou-se, quando ele era pequeno, porque a mulher fugiu com um italiano e levou a filha, que eles também tinham. Ora, o puto fica com o avô e tal, vai crescendo, em Santa Olávia, com muita ginástica, banhos frios e umas aulas ao ar livre com um professor Inglês chamado Mr. Brown. Torna-se um rapaz betinho, bem vestido e que vai a boas raves em Coimbra. Como era cheio da guita, antes de arregaçar as mangas e trabalhar (como o resto do povo faz), viaja pela Europa até chegar a Lisboa. Às tantas, um dia vê uma rapariga e pensa ‘Eita... que garina tão boa!’ e, depois de muita consulta, aí, na página 400, fazem o Amor... e depois compra uma casa fina e tudo: La Toca. Depois vem um senhor finório e diz: ‘Eh pá, olha que a moça é tua irmã!’. O Carlos fica: ‘Eh pá, isso não pode ser!’. De maneiras que, duvidando ainda disso, volta a estar com ela e... o avô morre de desgosto”, refere o resumo.