‘O Museu sai à Rua’ de forma inédita para a Ponta do Pargo

Sofia Lacerda

É inédito. O Museu Henrique e Francisco Franco volta a promover a iniciativa ‘O Museu sai à Rua’, pela quinta vez, mas agora com um cenário completamente diferente, em colaboração com a Associação do Caminho Real da Madeira.

Vinte e quatro reproduções de quadros do seu espólio museológico, em pvc e tamanho real, estarão dispostas ao longo de um percurso de cinco quilómetros, entre a Capela de Nossa Senhora da Boa Morte, na Ponta do Pargo, e a Igreja da Ponta do Pargo.

A visita será guiada e terá a duração de sensivelmente duas horas e meia, num evento que acontece num sábado, 23 de março, a partir das 10 horas, conforme explicaram, esta tarde, os diferentes promotores desta original caminhada.

Esmeralda Lourenço, diretora do Museu, lembrou que ‘O Museu sai à Rua’ começou em 2017, “ano em que o Museu comemorou 30 anos”.

“Nessa altura, fizemos uma exposição por algumas ruas do Funchal, da freguesia de São Pedro”, num projeto que também já visitou o Estabelecimento Prisional da Cancela, um centro comercial e a Escola da Ponta do Pargo.

Pela tutela, interveio a vereadora Idalina Perestrelo, que realçou o valor desta iniciativa, que disse ser “louvável”. “Junta a cultura, a natureza, a história, o património, as caminhadas, temos tudo aqui representado, numa iniciativa que até é inédita e que é importante, porque nós precisamos de valorizar e divulgar a nossa cultura e património histórico”.

Na apresentação deste evento, em que só o JM marcou presença, a responsável aproveitou para lançar algumas ‘farpas’ ao Governo Regional.

“A Câmara Municipal do Funchal tem tido um papel importante na divulgação da cultura, assim como no que diz respeito à preservação do nosso património”, dando como exemplos a reabilitação do Cais do Carvão, de parte de um Caminho Real e da ponte do Pisão.

“Nós temos essa responsabilidade e a Câmara tem vindo a fazer esse papel, ao contrário do Governo Regional, que tem vindo é a destruir património: temos as muralhas da cidade, que têm vindo a ser destruídas ao longo de décadas, e, mais recentemente, as muralhas das ribeiras”, criticou.

Por seu turno, José Freitas, presidente do Conselho Fiscal da Associação do Caminho Real apresentou os objetivos e o plano de atividades desta instituição, que soma dois anos e “faz mais do que passeios”, ressalvou.