III Festival Internacional de Bandolins 'dá' palco a duas centenas de músicos

Iolanda Chaves

Duas centenas de músicos madeirenses vão partilhar o palco do Teatro Municipal de Baltazar Dias, sexta-feira e sábado, com reputados músicos internacionais, no âmbito do III Festival Internacional de Bandolins da Madeira.

A iniciativa organizada pela Associação de Bandolins da Madeira tem início, às 19h00, de sexta-feira, com o 33.º Encontro Regional de Tunas e Orquestras da Madeira, em que participam Tuna de Bandolins da Direção de Serviços de Educação Artística e Multimédia, a Orquestra de Bandolins da Casa do Povo da Camacha e a Orquestra de Bandolins da Direção de Serviços de Educação Artística e Multimédia e Si que Brade.

Enquanto o palco é preparado para o espetáculo da noite, a Estudantina Académica da Madeira animará o intervalo, no átrio do teatro. Às 21h00, atua a dupla Mike Marshall (USA) e Caterina Lichtenberg (Alemanha), primeira presença internacional do festival.

O encontro de grupos regionais prossegue no sábado com a participação da Orquestra Bandolonística Ribeirabravense, a Orquestra de Bandolins de Câmara de Lobos, a Tuna Amadis da Casa do Povo de Gaula, a TCM - Tuna de Câmara de Machico e Orquestra de Bandolins da Madeira.

A ENFERTUNA atuará durante o intervalo.

Às 20h00, Dorina Frati, uma das mais consagradas bandolinistas clássicas italianas, regressa ao 'Baltazar Dias' para uma atuação conjunta com Piera Dadomo. A encerrar, por volta das 21h00, o Quinteto Anedda vai, entre outras peças, prestar homenagem ao compositor Ennio Morricone que fez 80 anos este ano.

A apresentação do programa foi feita pelo bandolinista Norberto Cruz, que salientou a importância deste festival para a divulgação da boa música e dos bons músicos madeirenses e como espaço de troca de experiências.

Segundo disse, a receita da bilheteira (10 euros para o público em geral e 7,5 euros para estudantes e maiores de 65 anos) reverterá para a compra de instrumentos destinados aos grupos com menos recursos.

Paulo Cafôfo, presidente da Câmara Municipal, salientou a importância do evento e o facto de 70% dos participantes regionais nunca ter pisado o palco do 'Baltazar Dias'. O autarca começou por elogiar Norberto Cruz, não só pelo músico que é mas também pela vertente pedagógica que tem vindo a desenvolver junto dos mais novos e na formação de novos públicos.

Cafôfo dá por bem empregue o milhão de euros que a Câmara destina às associações culturais e destaca o acréscimo de público na sala de espetáculos desde 2014.

Teresa Brazão, diretora regional da Cultura, também presente, sublinhou a importância de um festival dedicado a um instrumento identitário da Região e disse que a Madeira tem excelentes músicos.

Paulo Cafôfo e Teresa Brazão afinaram pelo mesmo 'diapasão' ao dizerem que a Madeira não deverá ter complexos de inferioridade quanto aos talentos artísticos que possui, antes pelo contrário.