Museu de Arte Sacra do Funchal assinala Dia Internacional dos Museus com programa variado

O Dia Internacional dos Museus, celebrado a 18 de maio, em todo o mundo, será assinalado no Museu de Arte Sacra do Funchal (MASF) com um programa de atividades variado.

À semelhança dos anos anteriores, os ingressos serão gratuitos, incluindo o acesso à torre varanda mirante do Museu, que passou a integrar o circuito do Museu em 2017, após intervenção de restauro do painel de azulejos e reabilitação do espaço.

Esta será também uma oportunidade para (re)visitar o Museu após a reintegração das obras da coleção permanente que estiveram no Museu Nacional de Arte Antiga entre setembro de 2017 e abril de 2018 e após a renovação museográfica do núcleo de ourivesaria do Museu.

O início das comemorações será marcado pela inauguração da exposição 'A Fábrica do Açúcar de Filipa Venâncio. Testemunhos de uma indústria', na tarde do dia 17 de maio.

Confira o programa:

Concertos de guitarra clássica pelo guitarrista húngaro Sándor Mester - das 13h30 às 14 horas e das 15 horas às 15h30, no 2.º piso do MASF

O guitarrista realizará dois breves concertos patrocinados pela embaixada da Hungria em Lisboa, um deles à hora do almoço.

O repertório será composto por obras de compositores húngaros e portugueses: Balint Bakfark, Bela Bartok, Carlos Seixas e Alain Oulman, entre outros.

Sándor Mester é guitarrista clássico, produtor e professor húngaro; já realizou mais de 900 concertos em 21 países: Brasil, Estados Unidos, Marrocos, Israel, Itália, Portugal, Sérvia, Ucrânia, Polónia, Holanda, Finlândia, República Checa, Áustria, Hungria, Roménia, Bulgária, Eslováquia, República do Kosovo, Croácia, Eslovénia e Macedónia.

Realizou inúmeras digressões mundiais como solista e músico de música de câmara. Tem promovido, em diversos países, workshops e masterclasses, ensinando crianças e jovens músicos profissionais.

Sandor Mester é um guitarrista muito dinâmico. Decidiu muito cedo que teria uma missão cultural: a de levar a música clássica aos lugares mais improváveis e a sítios onde a cultura e música raramente chegam. Por isso, tem tocado nos mais diversos espaços (desde grandes salas a pequenas igrejas de aldeia, escolas e centros culturais), promovendo o conceito de que a música clássica é e deve ser para todos.

Organizou inúmeras tournées pelo mundo, como solista e produtor de música de câmara. Mantém uma vasta rede internacional no mundo da guitarra, e conta com diversos parceiros a nível mundial no domínio da cultura e da organização de concertos. Tem-se dedicado a atividades de ensino de jovens e à divulgação da música de guitarra clássica. Em 2009, apaixonou-se pela música de Carlos Paredes, Carlos Seixas e Alain Oulman e interpretou as suas obras em vários países.

Abertura ao público da exposição 'A Fábrica do Açúcar de Filipa Venâncio. Testemunhos de uma indústria' - 18 de maio a 31 de agosto - Sala de Exposições Temporárias do Museu de Arte Sacra do Funchal

A emblemática coleção de arte flamenga do Museu de Arte Sacra do Funchal é um testemunho vivo das encomendas artísticas realizadas durante a época áurea do açúcar na Madeira, entre o século XV e XVI.

“A Fábrica de Açúcar de Filipa Venâncio. Testemunhos de uma Indústria”, com curadoria de Martinho Mendes, vem alargar a compreensão da história do açúcar no arquipélago, pondo em evidência outros indícios de uma produção que se manteve ativa, muito para além da época de ouro. Desta forma, o MASF vai ao encontro do tema proposto este ano para o Dia internacional dos Museus: “Museus hiperconetados: novas abordagens, novos públicos”.

O corpo do trabalho em exposição foi apresentado pela primeira vez em 2008, na Quinta Palmeira, a partir da investigação plástica realizada pela artista em torno do engenho Harvey, por altura da celebração do centenário desta máquina industrial, retirada do seu funcionamento original na Fábrica Hinton.

A reposição da exposição, dez anos depois, surge amplificada através dos diálogos sugeridos com a apresentação de um conjunto inédito e diversificado de documentos de arquivo com diversas proveniências, que potenciam a compreensão da história da produção açucareira nos séculos XX e XXI.

Ao mesmo tempo, a exposição apresenta-se como um projeto globalizante, impulsionador de novas abordagens e conexões, onde os principais interesses conceptuais e temáticos seguidos por Filipa Venâncio ao longo do seu percurso artístico, são reunidos e partilhados com os públicos do MASF, enquanto universo integrável nos caminhos da pintura contemporânea.

A artista e o curador orientarão uma visita à exposição temporária em diálogo com a coleção de Arte Flamenga, no dia 18 de maio, entre as 16 e as 17 horas.

Ainda associado a esta iniciativa, um programa cultural, a ser anunciado, decorrerá entre os meses de maio e julho e incluirá um ciclo de conversas em torno do tema dos engenhos de açúcar e o lançamento do site da artista Filipa Venâncio.

Filipa Venâncio nasceu no Funchal, Madeira, a 24 de janeiro de 1965, onde vive e trabalha. É formada em Artes Plásticas/Pintura pelo Instituto Superior de Artes Plásticas da Madeira em 1991.

Organizou e integrou desde então em diversas exposições e projetos individuais e coletivos na Madeira, em Portugal Continental e nos Açores.

Está representada em algumas coleções públicas da Região como por exemplo, no Museu de Arte Contemporânea do Funchal (atual MUDAS. Museu de Arte Contemporânea da Madeira) no Museu Etnográfico da Madeira, no Centro Cultural John dos Passos e em algumas coleções particulares em Portugal, Espanha, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos.