CMF admite cofinanciamento comunitário para a requalificação do Museu de História Natural do Funchal

Petra Teixeira

Os museu do Funchal estão em grande neste início de ano.

Depois da apresentação oficial do projeto 'Músicas nos Museus', e já depois de terem sido confirmadas as novas acessibilidades no Museu do Açúcar e no Museu Henrique e Francisco Franco, bem como tornada pública a decisão do executivo em implementar entradas gratuitas nos museus municipais, acaba de ser garantido o cofinanciamento comunitário para a requalificação do Museu de História Natural do Funchal, no âmbito do Programa Madeira 14-20, uma obra.

Aremodelação foi falada por vários executivos, desde há longos anos e representa um investimento cofinanciado de 1,04 milhões de euros. A obra começa em junho, e tem um prazo de execução previsto de 10 meses.

Paulo Cafôfo destaca, desde logo, “a aposta na dinamização cultural da cidade, através da preservação do património edificado municipal, numa lógica evidente de uso científico e cultural.”

Nesse sentido, o autarca lembra que o atual executivo “encarou sempre a cultura como um fator incontornável de desenvolvimento, e este é um exemplo que nos permite, mais uma vez, recuperar a nossa memória histórica, enquanto comunidade, e promover igualmente a atratividade turística.”

A requalificação do Museu de História Natural implica uma intervenção abrangente que, nesta primeira fase, vai incidir no património edificado do emblemático Palácio de São Pedro, e também vai potenciar uma reorganização museológica. A intervenção prevê, desde logo, a recuperação e restauro das zonas que ainda apresentam capacidade estrutural e acabamentos originais.

"Nas restantes zonas propõe-se uma reestruturação dos espaços de modo a permitir dotar o edifício de novos compartimentos e acessos, que respondam aos requisitos funcionais do museu e às necessidades de segurança, bem como à normal circulação de pessoas no edifício, incluindo de pessoas com mobilidade condicionada, de acordo com a política de acessibilidade promovida pelo Executivo para todos os espaços culturais do município", pode ler-se num comunicado enviado pela CMF.

Em carteira, fica a segunda fase do projeto, que já está planeada e que vai passar, por sua vez, pela revisão e adição do espólio museológico, aplicação de nova metodologia científica e por uma modernização de galerias, com especial atenção à vertente multimédia.

Idalina Perestrelo, Vereadora da Autarquia com o pelouro da Ciência e Recursos Naturais, acrescenta que o investimento vai cobrir “necessidades de recuperação, restauro e conservação, à luz das modernas exigências dos espaços de visita ao público, mas privilegiar, igualmente, valências que se querem ver reforçadas, nomeadamente na área da investigação, que é uma das imagens de marca do Museu de História Natural do Funchal.”

A autarca explica que “este espaço tão simbólico da Baixa da Cidade tem vindo, ao longo das últimas décadas, a acusar o peso da idade, pelo que se tornou indispensável avançar para a conservação do seu valioso acervo e do Aquário Municipal, que também acolhe nas suas instalações.”

O projeto está em consonância com a revitalização do centro histórico de São Pedro, com a qual o Município do Funchal está comprometido, perspetivando-a como "um exemplo catalisador para a importância de continuar a reabilitar a História e a Cultura do Funchal nos próximos anos".