Poeta brasileiro faz conexão com viagens e música de Elton John

Tânia R. Nascimento

O novo livro do poeta brasileiro Rique Ferrári, influenciado por autores portugueses, faz conexão com viagens e com a música de Elton John.

Numa nota enviada à impensa, lê-se que Ferrári, que acaba de editar 'Rocket man', "tem o desejo de que o livro siga os seus passos e também percorra Lisboa, além de ajudar a reforçar o intercâmbio entre a cultura lusófona".

"Ultrapassar fronteiras" está na essência do poeta e de seu mais novo trabalho, que reúne 40 poemas. No livro, o autor expõe experiências de uma viagem pela América do Sul e pela sua própria existência.

"Eu gosto de viajar sozinho e escrever. Foi isto que fiz no capítulo 'América' e também em Lisboa, já preparando o próximo livro", conta Ferrári, que se inspirou na canção 'Rocket Man', de Elton John para compôr o poema que dá nome à obra.

"Na música, o sujeito diz que sente falta da sua vida na Terra, mas ele é o Rocket Man. Ele, em essência, plenitude, é o cara que fica sozinho lá em cima. Quando escrevi o livro, eu me senti assim. Percebi que não sou o empresário, o sommelier... Eu sou o cara que acelera pelos países, sozinho, escrevendo. Esta é minha essência. A música e o livro falam muito sobre isso".

Diz o comunicado que o 'Rocket Man' é uma obra "sofisticada" no seu conteúdo e na sua apresentação. As ilustrações foram feitas por "alguns dos melhores" tatuadores do Brasil e a natureza multifacetada do artista e dos seus versos "extrapolam as barreiras de impressão".

No site do livro (www.riqueferrari.com.br), atores interpretam dez dos poemas dessa viagem contínua e multicultural de Ferrári.

'Rocket Man', que está à venda na livraria Ler Devagar, na LX Factory, é uma obra completa, que leva à reflexão, ao mesmo tempo que diverte.

"Quero seguir acelerando, fazendo amigos, conhecendo lugares, distribuindo e colhendo poesia por onde passo", completa Rique Ferrári.

O livro é constituído por 100 páginas.

Rique Ferrári é o nome poético de Tiago Ferrári. Nascido no Rio Grande do Sul, o artista é também professor, empresário, sommelier e colecionador de antiguidades.

O autor atravessou o Oceano Atlântico pela primeira vez rumo a Portugal em dezembro de 2017.

Experimentou a atmosfera presente em obras de Helder Macedo, Matilde Campilho, José Luís Peixoto, Pedro Mexia e Nuno Judice, autores portugueses que o influenciaram a tornar-se escritor.