Setor cultural e criativo empregou menos pessoas em 2016

Lusa

O setor cultural e criativo em Portugal empregou 81.700 pessoas em 2016, o que representa uma quebra de 4,1% (3.500 trabalhadores) em relação a 2015, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com o boletim anual de estatísticas do INE para a área da Cultura, o emprego neste setor é mais jovem e mais escolarizado do que o emprego total da economia portuguesa. Emprega sobretudo pessoas entre os 25 e os 44 anos, com formação superior, e há um equilíbrio entre homens e mulheres.

Numa tendência que vem de 2014, Portugal continua a importar mais bens culturais do que aqueles que consegue exportar, com a balança comercial a registar em 2016 um agravamento de mais de 25% face ao ano anterior, ou seja, passou de 92,5 milhões de euros de défice, para 116,4 milhões de euros, no ano passado.

Em 2016, o valor das exportações de bens culturais foi de 39,5 milhões de euros (em 2015 tinham sido 57 milhões de euros), com a maior fatia a pertencer ao setor livreiro, com 21,4 milhões de euros.

O valor dos bens culturais importados ultrapassou os 155,9 milhões de euros, em particular com a entrada de jornais, publicações periódicas, livros, brochuras e instrumentos musicais e respetivos acessórios.

No que toca ao panorama empresarial, o INE remete para dados de 2015, registando um aumento do número de empresas e do volume de negócios.

Nesse ano, foram contabilizadas 52.827 empresas (mais 2.156 do que em 2014), totalizando 4,7 mil milhões de euros de volume de negócios (ou seja, mais 200 milhões de euros).

À semelhança de 2014, grande parte das empresas portuguesas do setor cultural estava ligada em 2015 a atividades das artes do espectáculo, arquitetura, criação artística e literária e ao comércio de jornais.