Carolina Marcos Caldeira em residência artística no Ilhéu de Câmara de Lobos

Catarina Gouveia

A artista madeirense Carolina Marcos Caldeira estará, durante o próximo mês, em residência artística no Ilhéu de Câmara de Lobos, na qual irá desenvolver um projeto de investigação à volta da figura feminina e a sua relação com o mar.

O primeiro momento artístico da residência começa com uma instalação que iluminará, a partir de hoje, a baía de Câmara de Lobos, informou a autarquia numa nota enviada à redação.

"Ilhas, mares e sereias - a santíssima trindade do universo mágico e mítico desde sempre, em vários lugares do mundo. Uma ilha eu acho que já sei o que é (sou). o mar também - é aí que respiro melhor. Uma sereia, ainda não sei - vou saber. É o que tiver de ser!” É também este o ponto de partida para um filme que Carolina Marcos Caldeira escreve e filma desde o ano passado.

Conta o município de Câmara de Lobos, que apoia este projeto, que o tema da figura feminina e da sua relação com o mar é do interesse de Carolina Marcos Caldeira desde que a mesma cruzou caminhos com uma superstição antiga que impedia as mulheres de entrarem em barcos de pesca - “diz que davam má sorte”, refere.

De realçar que a artista madeirense tem vindo a fazer pesquisa e trabalho de campo em diferentes ilhas de vários países, nomeadamente Dinamarca, Reino Unido, e Madeira.

Durante o próximo mês, estará em residência artística no ilhéu, uma iniciativa que conta com o apoio da Câmara Municipal de Câmara de Lobos na pesquisa desenvolvida nos arquivos da Biblioteca, e na instalação luminosa na baía, que dá o mote à investigação.