História do folclore camachense compilada em livro 

Romina Barreto

Decorre, na Casa do Povo da Camacha, a apresentação do livro intitulado ‘Grupo Folclórico da Casa do Povo da Camacha. Sete Décadas de História’.

Trata-se de uma publicação que, não só reúne os 70 anos em imagens daquele que é o mais antigo grupo de folclore do Arquipélago – cuja data de fundação remonta a 1948 –, como serve de inquestionável acervo histórico em termos de recolha de músicas, danças e outras informações até então dispersas.

Não obstante, o livro, cuja autoria pertence a Duarte Mendonça, homenageia também todas as figuras que por este grupo de folclore passaram ao longo dos anos, dando ênfase a registos fonográficos e iconográficos, que descrevem a história desta coletividade. Grupo que, recorde-se, tem marcado presença em diversos eventos culturais no estrangeiro, tendo levado o ‘brinco de oito’, ‘baile das camacheiras’ e demais temas a todas as áreas geográficas do País, mas também da Europa, América, África, Médio Oriente, Ásia e Oceânia.

Cofinanciado pelo Proderam e pela Câmara Municipal de Santa Cruz, a apresentação da obra está a cargo de Alberto João Jardim.

No evento estão presentes diversas entidades, nomeadamente afetas ao Governo Regional. Rita Andrade, secretária da Inclusão e Cidadania, destacou ao JM a importância do Grupo Folclórico da Casa do Povo da Camacha na preservação do património cultural da Região, sustentando a importância da obra em termos de testemunho para as gerações vindouras.

No entender de Alberto João Jardim, trata-se de um documento de qualidade superior, traduzindo-se num trabalho “notável de investigação” e, alvitrou, estampa o que de melhor tem a Casa do Povo da Camacha. Alberto João Jardim frisou ainda estarmos perante uma prosa de qualidade em 800 páginas. “Do melhor que já vi em toda a minha vida”, disse o antigo presidente do Governo Regional a propósito da estética do livro.

Em representação da Câmara Municipal de Santa Cruz, esteve presente Élia Ascensão, vice-presidente da Autarquia, que reiterou a pertinência da publicação especialmente pelo seu crivo cultural. "É importante ter presente a todo o momento o que somos, o nosso ADN cultural, o nosso percurso, as nossas conquistas, os nossos sonhos e as nossas lutas".

Por isso, para o Município de Santa Cruz, "foi uma honra poder contribuir para a realização desta obra".