Paulo Fernandes vence concurso de fotografia 'Retrato – Do Singelo ao Plural'

Catarina Gouveia

Paulo Fernandes conquistou o primeiro prémio do concurso de fotografia 'Retrato – Do Singelo ao Plural', uma iniciativa promovida pela Secretaria Regional de Turismo e Cultura, através do Museu de Fotografia da Madeira, e a Galeria Marca de Água.

A entrega de prémios decorreu na tarde desta quarta-feira no Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s, sendo que foram distinguidos nesta iniciativa uma dezena de participantes.

A iniciativa que teve como tema 'Retrato – Do Singelo ao Plural', visava o incentivo da prática da fotografia, como ferramenta preponderante na sensibilização para a importância da Arte e do Património e teve como inspiração a ‘máquina em madeira com doze lentes’, que integra o acervo do Museu de Fotografia da Madeira.

A avaliação foi realizada por um júri selecionado, que se baseou em critérios técnicos e de criatividade e originalidade no tratamento dos temas ou assuntos interpretados.

Assim, decidiu atribuir o primeiro prémio do concurso a Paulo Fernandes, o segundo prémio a Fernando Fortes e o terceiro prémio a Ana Maria Ferreira. Foram também entregues vários certificados a vários participantes, perfazendo o total de uma dezena de distinções.

Diogo Goes, em representação da Galeria Marca de Água, agradeceu pela oportunidade criada com a parceria em referência, acrescentando que “duas instituições que estão situadas na mesma rua não poderiam estar de costas voltadas”. Referiu ainda que o mote invocado no concurso, com uma máquina fotográfica de doze lentes, convocava os concorrentes não para fazer representações unicamente com a tipologia de retrato, mas sim “que interpretassem o que é esta ideia de retratar a vivência humana e a sua inserção na sociedade”.

Na ocasião, o secretário regional de Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, salientou que o concurso surgiu “como um desafio à presença da fotografia para além do que poderia ser uma presença museológica estrito senso, que nesta casa se guarda e que nesta casa se promove".

"Entendemos que a fotografia não é apenas aquilo que já conhecemos e que é tal memória que está depositada em mais de três milhões de positivos e negativos que perfazem o património especial da Região, mas a fotografia é, acima de tudo, uma expressão de cultura e, nesta caso, de arte em que se desafia pessoas e a dividir connosco uma perspetiva”, acrescentou o governante.

Este concurso foi, sobretudo, uma forma de manter viva e de forma continuada a fotografia ao serviço da sociedade, defendeu Eduardo Jesus. “A fotografia acontece todos os dias e pelas mais diversas razões e, a verdade, é que sobre o mesmo tema ou objeto, existem leituras completamente diferentes. E é essa a riqueza que nos deixa esta arte”, acrescentou.