'Pé-Sombra' de Vera Mota em exposição na Capela da Boa Viagem até 25 de março

Edna Baptista

Foi inaugurada, ontem, na Capela da Boa Viagem, a exposição a “Pé-Sombra” de Vera Mota., que estará patente ao público até o dia 25 de março.

O curador da temporada artística 2021-2022 é Hélder Folgado, o primeiro artista a expor naquele espaço não apenas litúrgico, e conta com o apoio da Câmara Municipal do Funchal.

De recordar que, após o projeto Coro na Capela em 2019, a Capela da Boa Vigem, também conhecida como Capela da Nossa Senhora da Oliveira, passou a receber exposições de arte contemporânea, que pretendiam utilizar o espaço como parte integrante de exposições individuais e pensadas no ambiente, sendo que a atual temporada artística “pretende, sobretudo, interferir e integrar”, conforme realça uma nota enviada à redação.

Foi Hugo Brazão quem abriu a temporada artística da Capela da Boa Viagem com a exposição “Before Hooves Grow”, inaugurada em setembro de 2021, uma mostra, que evidenciou a interferência e integração no espaço, revelando a sua singularidade ao nível dos discursos e das práticas, contou com cerca de 980 visitas.

“Pé-Sombra”, a segunda exposição deste ciclo de integração/interferência, da autoria da artista plástica Vera Mota, conta com a colaboração de Mariana Pestana, investigadora em cultura contemporânea e curadora independente, para uma reflexão acerca da exposição e da prática artística de Vera Mota.

“Com um percurso coerente e consolidado essencialmente na escultura, no desenho e na performance, Vera Mota é uma artista que opera a partir da expansividade que essas disciplinas permitem na construção de momentos expositivos singulares e questionantes da relação do espetador com a obra”, pode ler-se na mesma nota.

“A partir do corpo, a obra abre-se para um grau de abstração desviante, onde a relação com os materiais, a escala e o modo como cenograficamente se articulam entre si determina um posicionamento crítico perante a história da arte”, adita ainda.

A Capela da Boa Viagem esteve encerrada durante 10 anos, reabrindo ao público em 2018. Com o objetivo de promover o património cultural do Funchal, o Município do Funchal dinamiza este ciclo de exposições, promovendo um debate entre a arte contemporânea e os espaços religioso.