CMF evoca "contributo incontestável para a cultura portuguesa" plasmado na obra de Lourdes Castro

Romina Barreto

"A Câmara Municipal do Funchal manifesta o seu mais profundo e sentido pesar pelo falecimento de Lourdes Castro prestando, deste modo, a humilde homenagem à memória de uma das mais importantes artistas portuguesas contemporâneas", assim consideram. À sua família e amigos, a Câmara Municipal do Funchal apresenta as mais sentidas condolências.

Na nota de pesar que a CMF emitiu, há lugar para a menção à obra da artista nascida em 1930 no Funchal.

Por coincidência, o presidente da autarquia, Pedro Calado, havia escolhido esta semana "duas das suas obras, adquiridas por Miguel Albuquerque enquanto presidente da CMF, para estarem em exposição no seu gabinete da Presidência nos Passos do Concelho".

Para a autarquia o legado deixado "representa um contributo incontestável para a cultura portuguesa, ocupando um lugar insubstituível na história da arte a nível mundial".

"Lourdes Castro começou a expor pela primeira vez em 1955, no Funchal. Formada em Pintura pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, a artista viveu em Munique e Paris, onde em 1957 criou com o artista René Bertholo, o grupo e a revista KWY. Mais tarde, o trabalho da artista ficou marcado por uma intensa pesquisa sobre perfis e sombras que explora em materiais diversos.Recentemente foi agraciada com a Medalha de Mérito Cultural pelo Ministério da Cultura e com insígnias de Comendador da Ordem Militar de Sant´Iago da Espada pelo Presidente da República. Em 2021, a Câmara Municipal do Funchal em colaboração com a Fundação Cecília Zino realizou o projeto multidisciplinar "O Sol que Marca a Sombra" que incluiu residências artísticas, oficinas com crianças e jovens, a construção de um novo herbário, uma exposição no Museu de História Natural e uma conferência, a partir da obra de Lourdes Castro", explanam.

A CMF mais relembra que "atribuiu o nome de Lourdes Castro a um dos camarins do Teatro Municipal Baltazar Dias, imortalizando-a nas paredes deste pólo cultural, onde apresentou o seu Teatro de Sombras, nas décadas de 60 e 70. Além disso, foram adquiridas várias obras do livro "Uma menina feliz: Lourdes Castro" da CADMUS com o objetivo de distribuir para acervo das bibliotecas escolares, contribuindo para a divulgação da sua vida e obra".

Em jeito final, reiteram a vontade de continuar a promover e divulgar a obra da madeirense, "artista inesquecível".