Rede de Museus da RAM

A rede, enquanto objeto recolhedor, remete para a imagem de um conjunto de entidades que, partilhando um objetivo comum, empenham-se em alcançar esse mesmo desígnio, originando, desse modo, uma determinada estrutura interconectada. 

 Neste cenário, idealiza-se a criação de uma estrutura agregadora que possibilite que as unidades museológicas da RAM pratiquem simultânea e equitativamente uma dinâmica museológica – mantendo, porém, cada qual a sua própria identidade e atribuições. Tal estrutura poderia ser denominada por Rede de Museus da RAM.

No que respeita as suas linhas pragmáticas, é desejado que a Rede de Museus da RAM viabilize a aplicação generalizada de uma dinâmica museológica que tenha como princípios fundamentais a articulação, a comunicação, a cooperação, a partilha, a flexibilidade, a transversalidade, a potenciação, a inclusão e a participação. Não obstante, esta estrutura procuraria promover uma aproximação entre as unidades museológicas da RAM e outras instituições museais existentes tanto em contexto nacional como internacional.

Entre outros possíveis objetivos, seria pretendido que a Rede de Museus da RAM valorizasse e qualificasse a realidade museológica dos museus da RAM, promovendo a diversidade cultural do seu panorama museológico; motivasse e valorizasse a relação entre os museus e a realidade social que os envolve, bem como o seu papel de intervenção social; descentralizasse alguns recursos museológicos, designadamente os recursos humanos e os recursos materiais; planeasse e racionalizasse os possíveis investimentos públicos; recomendasse e divulgasse boas práticas museológicas e técnicas museográficas, evidenciando os benefícios que a sua adoção poderá trazer; promovesse a divulgação sistemática de projetos e das realizações dos museus; incentivasse o desenvolvimento de uma melhor gestão dos museus, nomeadamente dos seus espaços funcionais, dos seus serviços técnicos, científicos e financeiros; valorizasse a interdisciplinaridade, o profissionalismo e a especialização nas várias vertentes da atividade museológica; estimulasse a oportunidade de partilha e cooperação entre os profissionais do sector e entre os museus integrantes da rede, mediante o desenvolvimento de projetos comuns e o intercâmbio de recursos humanos, atividades e de serviços; e certificasse a qualidade técnicas dos museus da RAM.

Torna-se visível a grande utilidade e contribuição que esta rede museológica poderá prestar à afirmação identitária dos museus da RAM e da sua comunidade já que, além de preservar a memória e o património da Região e de impor a perceção do thesaurus que lhe é inerente, presta, de igual modo, um serviço social e público útil através de uma partilha ativa de informação, de conhecimentos e saberes, disponibilizando momentos e locais de reflexão social, bem como espaços de dinamismo cultural. A Rede de Museus da RAM seria, assim, uma estrutura inclusiva, ao se afirmar como um instrumento de aproximação do património às pessoas, e vice-versa, pondo em evidência a razão de ser e o valor desse património para que o entendam e o interiorizem como parte integrante da sua identidade cultural.