E responsáveis? Lê-se irresponsáveis?

Soube-se agora que rostos foram constituídos arguidos no caso da queda da árvore no Monte. Fico feliz! Atenção que não é nada pessoal contra este ou aquele. Elucido que o professor Cafôfo tem sido, para mim, uma agradável surpresa. Da sra vereadora só ouvi falar na sequência deste caso. O engenheiro agrícola chefe de divisão de jardins e espaços verdes urbanos? Nem sabia que existia...

O que mais me inquieta(va) é ver que a culpa morre sempre sem par. Neste e em muitos outros casos o que realmente importa é apurar responsabilidades. Saber quem devia ter feito o quê e não fez? Quem foi negligente e desvalorizou as denúncias? Sim, quem? Porque à frente de instituições, secções, divisões, juntas de freguesias e autarquias tem que ter gente. Responsável de preferência. O erro não deve cair nunca no vazio impessoal do “alguém falhou” ou no solidário mas inconsequente “falhámos todos”. São esses alguéns que não podem continuar a passar entre os pingos da chuva. Fatalidades acontecem! Mas a queda de uma árvore sinalizada em risco de queda pode ser assim considerada? Não creio. E julgo que assim não crê muita gente (principalmente aqueles que perderam lá parte da vida). De quem é mesmo a falha? Das autoridades competentes... Não pode!

Não perdendo a vida, mas tendo-a tido por um fio encontra-se uma paciente no hospital. Segundo dizem, esteve com 1% de possibilidade de sobreviver. Fê-lo porque se agarrou com unhas e dentes (reparem na importância destes!) a essa oportunidade em cem, mas com uma enorme ajuda da equipa médica/enfermagem que a doente reconhece e responsabilizará enquanto por aqui andar. Profissionais competentes e inexcedíveis. Sorte a dela. No entanto, num destes dias, quando a foram visitar, deram com ela no isolamento! Das duas uma. Ou era cunha para melhor poder descansar ou então os cuidados assim o exigiam. De pronto foram informados que se devia à detecção de uma bactéria daquelas tipicamente hospitalares. O prognóstico sofria assim um duro revés e a família levava um murro no estômago. Horas depois já estava numa enfermaria. Tinha sido um equívoco! Desta vez não morreu gente, no entanto ao contrário já podia ter dado para o torto (ou morto). Mas é aceitável? Quem se responsabiliza? A instituição... Não deve!

Sei de outro caso que está à espera de consulta de cardiologia há 6 meses. Ele tem feito de tudo. Só falta fazer das tripas coração! De quem é a culpa? Do sistema... Claro. Ia ser de alguém? Aguenta coração. JM