Em off

Hoje é em off. Sei que posso contar convosco. Isto não sai daqui, ok? Fica só entre nós. Não é por nada. Não vou dizer mentira nenhuma… Mas não quero problemas com ninguém! 

Se alguém desconfiava que algum grupo económico condicionava a governação, tire o cavalinho da chuva que ainda constipa o animal. Jamais. Tanto é que, ao contrário de Ibiza, Menorca, Maiorca e Canadá, o nosso presidente já afirmou não ter intenção de limitar a venda de casas a estrangeiros não residentes. Se pensavam que as obras iam acalmar ou os preços estabilizar, esqueçam isso…. Vão continuar a facturar, quer queiram, quer não! As casas são para serem vendidas ao preço do Mónaco, mesmo que seja na região com maior taxa de risco de pobreza do país.

Enfim. 

Chega de “música”. Basta de diz que disse. Ponha-se fim a “lérias”. Acabe-se com isso tudo. Desta vez a coisa é séria.

Então não é que, em Março de 2022, numa ação de vigilância e patrulhamento em locais conotados com tráfico de estupefacientes, detiveram um cinquentão?! É verdade. E tudo porque o senhor em questão tinha na sua posse 1110 doses (mil cento e dez, leu bem) de cocaína. Coisa pouca, é verdade. Não sei porque carga de água, decidiram abrir um processo e levá-lo a julgamento. Isso é lá motivo para se privar alguém de liberdade? Até porque, segundo o próprio, aquilo não era para traficar. “Era para consumo próprio”. E ninguém tem nada com isso. Cada um consome o que quer, quando quer e na quantidade que bem entender. Este, provavelmente, cheirava como se não houvesse amanhã… E, repito, ninguém tem nada com isso! 

Mais, este benemérito, porventura com medo que o pó passasse de prazo sem conseguir aspirar tudo, afirmou “partilhar também com amigos, algumas vezes, sem cobrar nada”. Estão a ver? Vão dizer que não queriam ter um amigo destes?! Era de fazer uma festa e colocar a música da Ivete Sangalo. Aquela assim: “a minha sorte grande foi você cair do céu… poeira, poeira, poeira, levantou poeira”, sabem? Tirem o pé do chão…

Mas voltando ao que disse o “aspirador”, tudo se deveu ao descontrolo que sentiu ali algures em 2021. O homem, que esteve emigrado muitos anos, decidiu aplicar as poupanças dos anos em que esteve fora. Pegou em 12 mil euros e comprou mais de 300g de coca. Pronto. Tudo bem. Há negócios que não se podem perder. O “produto era bom”. “O preço em conta”. E não fosse o diabo tecê-las, mais valia abastecer-se logo de uma vez de bens essenciais, pensou! Quem nunca?

Pelo sim, pelo não, tinha também 30 doses de haxixe e 21 gramas de liamba. Parece-me bem. Podia haver algum amigo que não apreciasse drogas pesadas. Tipo vegetariano em churrascadas! Ah, e tinha ainda uma arma de fogo. Calibre 6,35mm!  Não é nada por aí além, ok. Mas já faz um furinho chato, aposto. Curiosamente, isso e os dois carregadores encontrados na arca frigorífica do seu estabelecimento foram as únicas coisas que disse não serem suas… Só não as entregou às autoridades, quando se deu de conta, “para não ter problemas”. Óbvio. Drogas ainda vá que não vá! Agora armas? Num instante dava uma chatice.

Em numerário foram encontrados 312 mil euros que jurou não serem provenientes da venda de estupefacientes. Obviamente. Isso nem era preciso dizer… Alguém sequer pensaria que fosse? Hoje em dia qualquer um tem esses trocos para se governar!

Estou curioso para ver no que vai dar. Uns 15 dias numa clínica de reabilitação e devolução à sociedade com direito a rendimento social de inserção? Talvez. Mas o que me preocupa, verdadeiramente, nem é este fulano nem o que lhe pode vir a acontecer. Já tem idade para ter juízo. O que me desassossega é a facilidade com que se fala em droga e se consome. Prova disso são uns vídeos a que assisti por estes dias. Fiquei assustado, confesso. Por mais que possam dizer que hoje em dia é normal, a “actriz” podia ser minha filha. Não passava de uma pirralha. Num fumava e fazia bolas, à janela, durante uma aula. Noutro, ainda em plena sala, snifava um

pó branco que, mais tarde, um colega veio dizer ser açúcar. Não deve ter “batido”, portanto. Mas que merecia dançar a “lambada” … Oh se merecia!

E já agora, a escola mudou assim tanto? No meu tempo, se mandasse um bilhete a uma pequena a perguntar se queria ir lá-lá ou tomar um refresco depois do toque das seis, era logo apanhado. Gozado pelos colegas. Posto de castigo pelo professor. Convidado a regressar a casa com recado na caderneta para ser assinado pelo encarregado de educação e devolvido ao diretor de turma. Hoje em dia? Parece que até chumbar já é quase proibido. Depois queixem-se… Em on!