A equipa discriminatória do António Costa

Enquanto a Seleção Portuguesa preparava, no Qatar, a sua estreia para o Mundial, a equipa liderada pelo primeiro-ministro António Costa preparava-se, não só para chumbar as propostas da Madeira no Orçamento do Estado, como também para rematar, sem piedade, para ir mais além na discriminação no Programa Regressar.

Um programa que foi criado em 2019, para ajudar os Portugueses que regressassem para o seu país. Uma das componentes mais importantes deste programa prende-se com a comparticipação nos custos das viagens e com o programa de empregabilidade.

Ora, para os grandes pensadores socialistas, de cá e de lá, a Madeira, durante três anos, não tinha que fazer parte deste programa, nem de Portugal, e tinha que criar o seu próprio documento.

Neste último Orçamento do Estado, o Partido Socialista fintou e apresentou uma proposta manhosa, à última da hora, para, desta vez, tirar a máscara e mostrar a maior bandeira discriminatória nos últimos anos, obrigando não só a Madeira e os Açores a criar este programa, mas também a que os governos das regiões autónomas, sem nenhum reforço orçamental, assumam os custos do mesmo.

É lamentável ver como existem pessoas da Madeira, que aprovaram esta proposta, que ainda acham que conseguiram um triunfo e que até acham que isto moralmente lhes fica bem.

Não podemos deixar passar em branco um tema tão sensível que se tem tornado numa das maiores discriminações do Partido Socialista.

Temos, também, que relembrar e recuar no tempo para não esquecer o dia em que a então Secretária de estado das comunidades desafiou, a viva voz, a Madeira a criar o seu próprio programa.

A verdade é que, depois, criou um grupo de trabalho com os governos da Madeira e dos Açores para encontrar uma solução, mas foi um grupo que só reuniu uma vez porque o Governo da República decidiu nunca mais o promover.

Neste Orçamento do Estado, tinham anunciado os socialistas da Madeira, que a discriminação do Programa Regressar ia, finalmente, ser resolvida.

Mas aquilo a que assistimos foi o contrário. Mais uma finta.

Assistimos a uma traição, a uma verdadeira vergonha que mostra claramente que o governo socialista não quer cumprir com os emigrantes que regressam para a Madeira.

Não pode o Governo da República andar um dia, de forma sorridente, a visitar as nossas comunidades e pedir para voltarem à sua terra, dizendo que existe apoio para o seu regresso, e, no outro dia, fechar a porta a estes mesmos portugueses, apenas por serem Madeirenses ou Açorianos.

Não pode, tão pouco, este governo socialista, um dia estar a levantar as bandeiras da inclusão e, no outro dia, discriminar portugueses pelo seu local de nascimento.

É importante relembrar aos socialistas, de cá e de lá, que a nacionalidade continental não existe. Somos orgulhosamente portugueses. Orgulhosamente Madeirenses, filhos desta terra, e que a nossa diáspora, nascida na Madeira, tem elevado a bandeira Portuguesa bem alto.

Basta. Ponham fim a esta terrível discriminação!