Inteligência Artificial VI

Como sabemos, é no laboratório que, uma vez recolhida a m. prima, para que seja submetida a qualquer transformação, os cientistas, dispondo de equipamentos e aparelhos específicos para os seus trabalhos de investigação vão desenvolver os modelos que criaram apoiados nos vários domínios da vida humana e em sintonia com o emaranhado dos filamentos que virão a constituir o cérebro da I. A.

Para que o caro leitor desfrute do conceito de laboratório, será o mesmo constituído como não podia deixar de ser por máquinas, aparelhos e pequenos apetrechos, onde os cientistas das diferentes especialidades tais como biólogos, físico-químicos, matemáticos, neurocirurgiões e outros, já disfrutando dos diferentes materiais, para que cada qual prossiga na área específica do modelo matemático que traçou.

Aprovada que esteja uma 1ª fase, seguir-se-ão os testes até aos resultados positivos, sendo que a seguinte será novamente a de ir consolidando o referido emaranhado até atingir (finalizar) a “massa” que vai constituir a verdadeira célula da I. A.  Até aqui nada de novo.

Num mundo altamente digitalizado, entendamos que a inteligência humana já não vai chegar para acompanhar a velocidade (caminhada) para que se ganhem os desafios (negócios e/ou outros), cuja velocidade, o humano cansa-se e perde-se. Não vale a pena pensarmos de outra forma. A I. A. vai muito brevemente substituir a inteligência humana e com uma intervenção muito eficaz.

Num quadro estritamente tecnológico, o que se pretende é que uma vez concebido tão importante poder – a I.A., a mesma venha a constituir uma reserva ou até um Plano B a partir do qual seja encontrada a solução de um certo problema que durante algum tempo esteve parado e sem solução à vista, cuja eficácia seja única. Se há 20 anos os governantes da altura dispusessem da I.A., o novo aeroporto de Lisboa por exemplo já estava a funcionar. Se há 10 anos o Governo tivesse tido o apoio da I.A. o SNS – Serviço Nacional de Saúde não tinha batido no fundo como aconteceu, nem tinha acontecido a tragédia de Pedrógão Grande e muitas, muitas mais desgraças.

Como é do conhecimento, Portugal não disfruta de um Projeto próprio para que os objetivos desse projeto sejam rigorosamente cumpridos a 10, 20 ou mesmo 30 anos com a agravante dos governantes terem muita dificuldade de Prever, razão pela qual os grandes problemas tem vindo a ser remendados e à mercê de cada ministro e este, é o país que temos. Pode ser que algum dia a I.A. ajude os governantes a projetar com mais segurança e com resultados.

Naturalmente que o aparecimento da I.A. inserida numa máquina ou de outra forma ainda desconhecida, poderá gerar alterações significativas não só no padrão de vida das pessoas como nos hábitos e costumes cujas consequências não estão ainda estudadas. Vejamos mais um exemplo: para uma melhoria da produtividade portuguesa e consequentemente para um crescimento do PIB português, temos: O PIB per capita cresceu em média à taxa de 2,5% ao ano entre 1974 e 2008 todavia em desacordo com a trajetória da Despesa Pública que cresceu aproximadamente o dobro e por isso passando a representar 23% do PIB e em 2008, subiu para 48%. Supondo que o PIB português com a ajuda da I.A., ou não e se os governantes de 2025 forem mais inteligentes dos que os de 2022, o povo português poderá vir a beneficiar de uma melhoria do seu padrão de vida. Por exemplo, com um crescimento de 5% ao ano, até 2030 poderá acontecer a referida melhoria do padrão de vida, relativamente aos que vivem neste 2022.

Ora, os sucessivos governos que deixaram que aquele agravamento tivesse acontecido, poderiam ter evitado tal situação. Pode ser que a I.A. dê um contributo em eliminar estes problemas e por isso, por exemplo, uma diminuição de impostos.