Não tentem branquear a sua vergonhosa história!

Todos os dias, tanto aqui, na Madeira, quanto no continente português, o Partido Socialista tenta, com mais ou menos imaginação e criatividade, branquear o seu passado, chamando a si tudo o que há de bom a registar e afastando-se do mau e de uma história que foi, a vários níveis, desastrosa e vergonhosa. Não se preocupem, vocês branqueiam, mas todos nós sabemos a verdade. Sabemos, por exemplo, que o PS foi conivente, desde sempre, com o regime venezuelano. 

Ninguém esquece o ar sorridente e cúmplice do ex-primeiro-ministro Português José Sócrates, relativamente ao seu amigo e camarada Hugo Chavez, que teve a honra de visitar inúmeras vezes, com ou sem pretexto, para dar aso às suas negociatas partilhadas. Sabemos a verdade e não podemos esquecer, neste caso em particular, os que lucraram e muito à custa da falta de democracia, vendendo milhares de computadores da marca “Magalhães” que simplesmente não prestavam para nada e aproveitaram para fazer negócios com um regime que, já naquela altura, tinha presos políticos e portugueses na Venezuela a serem roubados e expropriados sem nenhuma compaixão. Este é apenas um de muitos exemplos. De uma vergonha que não se esquece. Mesmo que agora o PS Madeira assuma, desesperado e em várias frentes, todos e quaisquer falsos moralismos para fazer apagar este passado, nós sabemos a verdade.

Uma falsa moral que se justifica pela desesperada caça ao voto, com atropelos graves que surgem desde a Assembleia Legislativa da Madeira até às redes sociais, ora atacando, ora fugindo ao passado e dando o dito pelo não dito, como se nós tivéssemos memória curta. 

Devia, aliás, o PS/Madeira sensibilizar o seu estimado secretário de estado das Comunidades para os reais problemas e preocupações que afetam estes países. Aliás, porque é que o secretário de estado nada diz relativamente à falta de democracia na Venezuela? Porque é que na sua última visita à Venezuela não vimos quaisquer declarações a condenar o facto de existirem, neste momento, mais de 100 presos políticos ou a denunciar a falta de democracia e liberdade de expressão que ali se vive, a par dos graves atentados aos direitos humanos? 

Nós fugimos do socialismo, deixamos tudo para trás, lutamos ao lado de milhões de pessoas. Vi companheiros de luta a morrer nas ruas de Caracas, vi amigos a ir para a cadeia por ser contra o regime, senti na pele a perseguição. Assisto, hoje, com raiva e frustração, ao facto de Juan Requesens, um jovem parlamentar Venezuelano, ter de passar oito anos na cadeia porque aqueles que mandam na Venezuela decidiram que assim fosse.

Tenham respeito por aqueles que verdadeiramente sentem na pele aquilo que se passa na Venezuela. Não olhem para nós por populismo, até porque as pessoas vão saber escolher quando chegue o momento que mais preocupa ao PS, que são as eleições regionais de 2023. Isto não se constrói com falsas narrativas, falsas acusações, almoçaradas, ou festas caríssimas. O real acompanhamento faz-se todos os dias e temos sido nós, PSD/Madeira, a assumir esse trabalho, com coragem e determinação desde a primeira hora.

Seja através da nossa eurodeputada ou dos nossos deputados eleitos à Assembleia Legislativa da Madeira e à Assembleia Legislativa da República, a nossa atuação tem sido firme e complementar à postura exemplar, responsável e sempre assertiva do nosso presidente do Governo Regional, num trabalho que tem possibilitado que, nos momentos mais difíceis, tenhamos conseguido reagir contra o regime venezuelano. Somos, aliás, os únicos que temos trazido a debate a situação dramática que se vive na Venezuela, sem medo, com coragem e com aquele sentimento genuíno que sentimos junto daqueles que lá estão. Temos sido sensíveis às dificuldades do que lá vivem mas também dos que regressam à nossa Região, apresentando propostas que visam melhorar a suas vidas e que o PS considera “ridículas” por não serem suas. Esta é a nossa diferença face ao PS: de um lado estamos nós, defensores da liberdade, sem meias tintas, com convicção e determinação e, do outro lado, estão os oportunistas que só aparecem quando dá jeito mas que todos os dias escorregam no tal passado que desprezam.