Os avós precisam de nós todos os dias

No Porto Moniz não sentimos necessidade de assinalar o Dia dos Avós. A razão é simples e extremamente factual: para nós os avós fazem parte do nosso trabalho diário e é com uma enorme satisfação que constato que cada um deles sente o executivo e os colaboradores do Município como membros da família e não tenho dúvidas de que esse sentimento advém de um trabalho de proximidade genuíno, feito de entrega e dedicação.

No Porto Moniz temos o cuidado de integrar a população idosa nas mais diversas atividades e somos recompensados com abraços e sorrisos francos. Não há melhor recompensa do que vermos estampada no rosto dos nossos avós a felicidade por um dia bem passado.

O Gabinete de Apoio ao Idoso é uma marca da governação socialista no Porto Moniz e temos vindo a fazer escola ao nível do trabalho de proximidade com a população idosa, principalmente porque colocamos carinho em tudo quanto fazemos para a nossa população sénior. Todos os dias.

Além da disponibilização de atividade física, resolução de situações burocráticas e cedência de transporte, apostamos na promoção do Turismo Sénior. Contra tudo e contra todos realizamos sonhos. Levamos os nossos avós aos Açores e a Fátima, dando a alguns a possibilidade de andarem pela primeira vez de avião e de acenderem uma vela no Santuário que só conheciam das reportagens televisivas. Isso não tem preço e nada nem ninguém nos demoverá de continuarmos este trabalho mal esteja completamente superada a situação pandémica e os nossos idosos se sintam suficientemente seguros. As calúnias e os boatos não serão suficientes para deixarmos de continuar a realizar sonhos e a retribuir o esforço de quem trabalhou por nós e pela nossa terra e agora merece atenção e carinho.

Apostamos na criação do Banco Municipal de Ajudas Técnicas e Produtos de Apoio, programa que além do empréstimo de um leque diversificado de ajudas técnicas, prevê agora a disponibilização de fraldas e resguardos aos acamados.

Não quisemos criar um banco de ajudas técnicas como tantos outros, que dispensam o equipamento disponível e respondem negativamente aos pedidos menos comuns. Adquirimos equipamento de acordo com as necessidades que vão sendo diagnosticadas no terreno e estamos sempre recetivos a pedidos e sugestões. É assim que se deve trabalhar.

Numa efetiva lógica de promoção do envelhecimento ativo, a Câmara Municipal do Porto Moniz formalizou também uma candidatura tendo em vista a criação da Universidade Sénior neste concelho com a reabilitação, para esse fim, da antiga Escola do 1.º Ciclo da Ribeira da Janela. Fizemo-lo porque não queremos ocupar a população idosa por ocupar, queremos continuar a fazê-lo como até agora temos feitos: com recursos humanos e meios de qualidade.

Disponibilizaremos à nossa população um espaço privilegiado de convívio e de partilha de conhecimentos nas mais diversas áreas (Informática, Música, Dança, entre outros), onde todos se sentirão ainda mais úteis e devidamente valorizados.

No Porto Moniz temos o privilégio de conhecermos os nossos seniores pelos nomes e de recebermos telefonemas simplesmente para um cumprimento ou para cinco minutos de conversa descontraída. Isso não tem preço.

Continuo a recordar os meus avós e sinto que em especial a minha avó Antónia e a minha avó Filomena, onde quer que estejam, deverão estar profundamente satisfeitas com o trabalho do seu neto em prol dos avós do concelho do Porto Moniz, dos avós que não são os meus, mas que são os nossos. Porque cuidar dos idosos é uma responsabilidade de todos e de cada um. Todos os dias.

P.S. Fiz questão de estar presente na celebração das Bodas de Ouro da Consagração Religiosa da Irmã Beatriz França, natural da Santa do Porto Moniz, e a quem por este meio dirijo, em meu nome e em nome da população do seu concelho, um sincero agradecimento pelo seu meritório trabalho em prol da Comunidade.