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Artigo de Opinião

Economista

24/02/2022 08:01

Mas o colonialismo que nos espera também já se faz sentir quando certos eleitos pela Madeira falam sobre o facto da Região Autónoma da Madeira ser "neste momento a região do País com o menor rendimento médio mensal líquido", ignorando por completo três factores na sua análise enviesada:

1. A armadilha do rendimento médio, fruto da dependência excessiva do turismo, identificada, em 2020, no estudo encomendado pela Comissão Europeia à London School of Economics (Contract No. 2018CE16BAT055);

2. O facto do CINM - Centro Internacional de Negócios da Madeira proporcionar oportunidades de trabalho, directo e indirecto, a trabalhadores qualificados e com salários superiores à média regional, conforme subavaliado pelo European Policies Research Centre, da Universidade Starthclyde, corria ainda o ano de 2009;

3. A carga fiscal e parafiscal que assola Portugal da qual, de momento, a Região Autónoma não tem forma de se livrar por inexistência de um sistema fiscal próprio sonegado pelo colonial-centralismo.

É certo, e demais que sabido, que a Região Autónoma da Madeira necessita de diversificar o seu "mix" económico, proporcionando mais peso do CINM por via da competitividade fiscal e de critérios de substância económica do mesmo, em conjugação com a captação de nómadas digitais e da Economia do Mar. Porém sobre este assunto o "aparente" silêncio dos socialistas madeirenses e a sua real influência juntos dos camaradas continentais é pior que um túmulo perdido no W?d? Abw?b al-Mul?k.

Mais, os socialistas não podem esperar um aumento desmedido nas folhas salariais no setor do turismo enquanto o mesmo perde competitividade internacional e sem que o mesmo volte a apostar fortemente no segmento de luxo. A armadilha do rendimento médio reside neste simples fator; subsidiar aumentos de salário mínimo às custas dos contribuintes que efetivamente pagam IRS é puro roubo. Um equilíbrio deverá ser alcançado entre sindicatos e patronato (como acontece no Mónaco, Suíça, Liechtenstein, Áustria, Islândia, Noruega, Suécia, Dinamarca e Finlândia) e não por mero decreto legislativo. Mais, porque razão não defendem os socialistas o fim da dupla tributação sobre os salários, i.e. porque não defendem a aplicação da taxa de IRS sobre o salário líquido de contribuições para a Segurança Social?!

O colonialismo socialista continua, negam à Região Autónoma da Madeira as ferramentas autonómicas necessárias a troco de subsídios nacionais controlados por uma maioria continental que não foi eleita por Madeirenses e Portossantenses, a qual se diz representar os Portugueses.

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