À costa, não!

Quando um candidato socialista a primeiro-ministro visita uma região autónoma, em campanha eleitoral, e não aborda publicamente nenhum dos problemas que se colocam a essa região, é caso para perguntar: o que veio cá fazer? Só pode ter vindo fazer número político e gozar connosco. Deu à costa a visita de Costa!

Depois do avião ter borregado, esperava-se que a primeira declaração em solo regional fosse sobre a premência em dotar o aeroporto da Madeira dos equipamentos de deteção de condições meteorológicas adversas. Nada! Aos jornalistas atirou: nem vale a pena insistirem. E sobre a Madeira, sobre as dificuldades que os madeirenses passam, sobre a lei das finanças regionais e outros assuntos que carecem de intervenção da República, zero! Zero, nas horas que por aqui se pavoneou! Vergonha maior para os seus lacaios locais que, quiçá ainda sob a canga do servilismo secular à metrópole, foram adereços acéfalos numa trupe, disfarçadamente organizada, acenando e batendo palmas para o vazio de soluções autonómicas! Muito mau!

Costa, e à custa de todos, pediu uma maioria absoluta elencando o que não fez pelo país e a instabilidade política que criou! Ufana-se por ter pronto um orçamento. O mesmo que foi rejeitado por quem o sustentou estes seis anos. Acena com subsídios e exalta com o salário mínimo, como acontece nos países pobres, de políticas miserabilistas! Fala num crescimento económico em contexto europeu de pre-pandemia e pandemia, mas oculta que nesse mesmo período países mais pobres que nós cresceram mais. Oculta que Portugal é todos os anos ultrapassado por economias mais débeis.

Se queremos continuar e empobrecer no seio da União, da Europa e do mundo, então votemos Costa. Costa é o garante que seremos ultrapassados pelas poucas economias do leste europeu que ainda não nos ultrapassaram. Costa é o garante que as questões autonómicas dos madeirenses continuarão a ser ignoradas; que os nossos jovens continuarão a sair; que os bebés continuarão a não nascer; que a classe média continuará a desaparecer; que o número de portugueses atirados para a pobreza continuará a aumentar. Aliás, Costa assume que é a continuidade! A continuidade da subsidiodependência e do espectro do salário mínimo, envoltos numa frenética e múltipla escalada de impostos que castram a economia, canalizam riqueza para poucos e fazem da pobreza um desígnio nacional para muitos. Uma estratégia assustadoramente alucinante, assente na terceira maior dívida pública – 135% do PIB – de uma Europa a 27. Países como a República Checa, a Lituânia ou a Letónia superam-nos no PIB per capita, sem falar na Eslováquia ou na Eslovénia. Portugal não tem de ser pobre! Ser português não é ser fatalmente miserável!

É tempo de Portugal acordar! Sabia que nos últimos 26 anos fomos 19 anos governados por socialistas?! A direita esteve no poder duas vezes, num total de 7 anos. Duas vezes para pagar as dívidas e tapar os buracos que a esquerda cavou! Nos últimos seis anos Portugal poderia ter crescido muito mais! O PSD deu as condições para isso. Mas o preço a pagar por uma gerigonça socialista refém da extrema-esquerda foi muito alto. Não temos de continuar a empobrecer e a rejubilar com o salário mínimo!

No próximo dia 30, urge mudar! E essa mudança só pode vir da direita! Não me resigno a termos de ser pobres! Não nascemos para ser pobres! Almejemos para além do salário mínimo. Acredito que há novos horizontes para Portugal e que vamos pôr a Madeira primeiro! Digo não a um país à costa!