Um Governo para nós, não para vós corruptos

Portugal e suas Regiões Autónomas entraram num período de coligações políticas que, talvez, possam redirecionar-nos na trajetória do progresso e prosperidade. Sabemos bem que os governos de coligação são o resultado de diferentes partidos políticos cooperando uns com os outros formando uma geringonça para a administração do nosso país, situação típica que acontece em tempos de crise.

Na nossa situação, a coligação é essencial uma vez que experimentámos o colapso na corrente administração geringonça com pouca ou quase nenhuma solidez que se caraterizou com a instabilidade que trouxe ao nosso quotidiano, à economia, à nossa segurança e a todo o Portugal devido em grande parte aos mui estimados deputados que se sentiram intitulados a dizer de forma aberta “que se f… o povo” um mote evidente que podemos observar pelo que disseram e fizeram, descartando-se, assim, da vontade expressa dos eleitores em favor das suas contas bancárias, da proteção a corruptores e corruptos, a banqueiros criminosos excelentes especialistas em latrocínio que julgam ter o divino direito de continuar a reter, criminosamente, o dinheiro de milhares de depositantes dos quais muitos emigrantes que foram delapidados de poupanças de uma vida inteira e que nalguns casos (dois) conduziram a atos tresloucados devido ao desespero e a situações de mendicância para que foram atirados e acabando por interromper as suas próprias vidas. Chocante. Rejeitamos veementemente quem apregoa transparência e protege simultaneamente os camaradas escamoteadores do seu partido ou do seu governo. Necessitamos de coligações de boa vontade, honestas e dispostas a governar e a ajudar na governação.

Pelo Círculo da Emigração Fora da Europa, especialmente aqui na África do Sul  onde mais de 35.000 eleitores nas últimas eleições não receberam os boletins de voto, logo se pode inferir de uma democracia pouco ou mesmo nada séria devido a vulnerabilidades constatadas que restringiram a participação de muitos emigrantes residentes na África do Sul de se fazerem representar no futuro do seu país restringidos por atos de menos lisura muito por culpa de uma Comissão Nacional de Eleições e não só, mas também pela inércia e desinteresse de alguns servidores do Estado Português aqui colocados que careceriam em conjunto com a CNE envidar esforços para que os boletins de votos retidos nos correios disfuncionais desta África do Sul fossem distribuídos o que era possível lograr. Repedi inúmeras vezes em tempo não eleitoral que se abordasse com realismo este tema como também mencionei a premência de verbas para apoio psicológico a vítimas da violência. Até hoje nada, isto é, não obtive resposta.

Outrossim são as declarações proferidas por um candidato a deputado pelo Círculo da Emigração Fora da Europa, ilustre desconhecido dos eleitores da África do Sul, dizer que tem de visitar a África do Sul para saber que problemas afetam a comunidade. Isto é no mínimo uma chalaça. Se não conhece as vicissitudes vividas e que continua a viver a comunidade lusa na África do Sul, dialogue com o Centro das Comunidades Madeirenses e Migrações e ampliará os seus conhecimentos sobre a comunidade aqui radicada. Por estas e outras razões é difícil a qualquer eleitor consciente, aceitar um candidato a seu representante sem saber quem é quem, ainda por cima notando que não possui a grandeza nem a tessitura requerida e ao fim e ao cabo é um vesânico pernicioso e fementido a um cargo político para representação de milhões.

Não está certo. Candidatos destes, não, obrigado, são absolutamente prescindíveis para a emigração que só é pensada para remessas e investimentos.