Os Trumps do Velho Continente

Dinamarca. Estónia. Letónia. Lituânia. Polónia. República Checa. Áustria. Eslováquia. Hungria. Bulgária. Grécia. Chipre. Os 12 países europeus que em outubro deste ano enviaram carta aberta à Comissão Europeia, a pedir para ser o orçamento comunitário, a custear a construção de muros para impedir os migrantes de entrarem nos seus domínios. Entre a Lituânia, Letónia e Polónia são cerca de 1000 quilómetros e mais de 500 milhões de euros a gastar para travar “ilegais”. Ia jurar que se tinha celebrado há poucos dias mais um aniversário da queda do célebre muro que dividia os europeus ao meio, o que só comprova que a memória dos povos é efectivamente curta. Também podia jurar que nos rimos muito quando o ex-Presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu durante a campanha eleitoral de 2016, construir um muro enorme, poderoso e belo na fronteira com o México para impedir a imigração ilegal. O melhor? Seria o próprio México a pagar a conta. O pior? Já ninguém consegue rir.

A coligação da caridade

e misericórdia

O PSD está em plena convulsão interna.  O CDS jaz morto e após várias tentativas de reanimação aguarda apenas que lhe seja declarado oficialmente o óbito. E entre os dois candidatos a presidente do PSD temos posições para coligações para todos os gostos, venha o Costa e escolha. No entanto, a posição mais dura sobre estes acordos ou uniões de ocasião veio justamente da reunião alargada da actual direcção do partido, em que a coligação pré-eleitoral com o CDS foi liminarmente recusada pela maioria, com uma adjectivação dura e crua. Por cá a posição é de repetir a solução parcialmente aplicada nas últimas eleições autárquicas. A coligação pré-eleitoral anunciada em primeira mão pelos centristas não caiu bem junto dos dirigentes sociais democratas, que rapidamente “exigiram” os quatro primeiros lugares da lista, posição essa, entretanto validada pelo Presidente do PSD-M. Agora só resta saber quem será o cabeça de lista às Legislativas Nacionais. Nestas andanças, um quinto lugar rapidamente se transforma num quarto lugar para os centristas.


Gerações de madeirenses

mais saudáveis

O “Geração Mais Saúde” é um programa da Secretaria Regional da Saúde e Proteção Civil, em estreita colaboração com a DRS, SESARAM e IASAUDE e tem a sua génese na identificação de três pontos de intervenção urgente, a necessidade de promoção de hábitos alimentares saudáveis, os números de excesso de peso e obesidade da RAM, e os défices nutricionais reconhecidos na população da RAM. Desta forma será proporcionado o acompanhamento nutricional no seguimento da mulher grávida e da criança durante a primeira infância (até aos 6 anos), bem como a disponibilização gratuita dos suplementos necessários na gravidez, nomeadamente o ácido fólico e o iodo, a todas as mulheres grávidas da RAM, independentemente de serem seguidas no público ou no privado. Também está previsto a promoção da utilização universal de sal iodado pela nossa população de forma a prevenir os efeitos adversos que a sua carência promove, nomeadamente as malformações congénitas e o atraso neurocognitivo.

O “Geração Mais Saúde” visa assim proporcionar o ambiente nutricional e alimentar, mais favorável possível, à mulher grávida e à criança, desde a fase de preconceção até à primeira infância, bem como a correção dos défices nutricionais identificados na população da RAM. O programa vem também responder, à luz da evidência atual, à problemática do excesso de peso e da obesidade, criando condições, apoios e uniformizando procedimentos em contexto clínico, numa intervenção mais próxima e focalizada na saúde da nossa população, nas gerações futuras.