Continuar de mangas arregaçadas

Passadas mais umas eleições autárquicas, o PPD/PSD Madeira foi um partido vitorioso, o que não quer dizer que não exista margem para melhorar. Existe e é preciso trabalhar nesse sentido, especialmente atentos aos crescimentos registados naqueles concelhos onde ainda não conseguimos recuperar o poder local - o caso do Porto Moniz, Machico, Santana e Santa Cruz - mas nos quais conseguimos aumentar o número de mandatos e recuperar Juntas de Freguesia, aos quais se associa a Ponta do Sol que, todavia, merece uma reflexão distinta.

É nestes concelhos que necessitamos de trabalhar, ainda com maior afinco, na oposição aos eleitos, com ideias credíveis com propostas coerentes para apresentar durante o mandato. Por vezes é também necessário insistir na verdade e no desmascarar de governações locais que não são positivas para a população, é isso que também temos de assumir como prioridade.

Todo o trabalho levado a cabo durante a campanha é uma base importante para o futuro. Para que daqui a quatro anos possamos ter um resultado melhor e aí, sim, garantir que as nossas ideias e os nossos projetos sejam escolha, a melhor para o nosso povo.

Não tenho dúvidas de que se impusermos as nossas ideias e fiscalizarmos os eleitos chegaremos a bom porto nas próximas eleições.

Aos concelhos vitoriosos, como foi o caso de Câmara de Lobos, Calheta, São Vicente, Porto Santo, Funchal e Ribeira Brava, compete, desde já, começar a trabalhar e a cumprir com as promessas eleitorais. Certamente que estaremos prontos para dar uma resposta cabal que não defraudará as expectativas dos eleitores e apenas assim é que faz sentido.

Mas, como disse atrás, nem tudo correu bem nestas eleições e é necessário fazer uma auto-avaliação.

Eu faço a minha, e senti no dia das eleições que qualquer que fosse o resultado, a minha consciência estaria tranquila, do meu dever como militante e como dirigente que dei tudo para obtermos o melhor resultado possível.

Fazendo uma análise no geral, entendo que deve haver muitas consciências pesadas, principalmente aqueles que através de redes socais ou blogues, sob capa confidencial, agridem os seus próprios colegas de partido, que aparecem na campanha com pele de cordeiro para poder sobreviver às custas do suor alheio.

A seu tempo, serão descobertos, e a seu tempo terão a resposta deste grande PPD/PSD Madeira.

Neste enquadramento, defendo uma alteração estatutária no próximo congresso do PPD/PSD Madeira com as respetivas eleições diretas, e defendo que o Dr. Miguel Albuquerque venha a ser Candidato, que obviamente terá o meu inequívoco apoio.

Neste contexto, temos todos de demonstrar disponibilidade para que o líder possa tomar as suas decisões. E essa mesma disponibilidade tem de existir até para sair e dar o lugar a outros melhores, para poder desenvolver um melhor trabalho social democrata.

Temos de continuar de mangas arregaçadas para o trabalho que teremos até ao próximo ato eleitoral, pois chegar só na arruada não faz sentido.

Post Scriptum – Com a minha penitência, porque sou um dos culpados, entendo que se deve urgentemente legislar sobre a propaganda política, ou seja, sobre a colocação de cartazes outdoors quer durante a campanha quer depois da campanha eleitoral.