Pantagruel funchalense

Receita de como vender a ideia que pagámos a dívida do Funchal e de que somos grandes gestores municipais.

Ingredientes:

– Demagogia;

– Alegar que o GR estrangula;

– Muitos milhares em propaganda;

– Alta carga fiscal;

– Dar calotes a empresas Regionais;

– Tímido Plano de investimentos e baixa execução do mesmo.

Modo de Preparação

– Arranja-se um tacho BEM GRANDE, e colocam-se os 33 milhões de água e resíduos que vamos tirar ao quintal da vizinha ARM. Mexe o tacho!

– Para dar calor ao tacho, liga-se a energia com 17 milhões em potência que fomos buscar à EEM. Depois da fervura, mexe o tacho!

– Adicionam-se 2,2 milhões de “verdinhas” que são devidos à outra vizinha, Horários do Funchal, do ano em que tínhamos responsabilidade de transporte. Mexe o tacho!

– Aumenta-se a chama com 10 milhões anuais de aumento da carga fiscal e reserva-se para ninguém notar. Mexe o tacho!

– Para equilibrar os sabores, diminuiu-se em 9 milhões o investimento. Apimenta-se com uns milhares em propaganda para disfarçar. Mexe o tacho!

– Para não pregar no fundo, mexe-se com um Plano de investimentos tímido, rodando com o passe vite a apenas 37% da potência. Não vale a pena executar muito pois pode avolumar o cozinhado. Mexe o tacho!

– Retira-se uma colher de 5% de IRS do preparado, mas devolve-se depois de provar apenas 1,5%. Há cozinheiros laranjas que preferem devolver 4% de IRS mas, apesar de alimentar mais os funchalenses, poderia comprometer a decoração do prato. Mexe o tacho!

– Derrama-se 0,5% de misto de especiarias de empresas, que já têm muito. Mexe-se bem o tacho!

Não fica com muito sabor mas corrige-se com bastante sal de propaganda e vitimização, arranjam-se uns comensais falsos em rede social para defender que o prato merece uma estrela Michelin e deixa-se o tacho descansar até ao princípio do Outono. Nessa altura destapa-se e come-se. Bom apetite!