Cristo, quem aguenta isto?

Foi num domingo como hoje, há muitos, muitos, muitos anos que Jesus ressuscitou, segundo reza a Bíblia.

Eu não sei. Não estava lá. Não posso jurar. Mas acredito que sim! Como também acredito que se fosse hoje em dia, Ele pensaria duas vezes se valeria a pena voltar a este lado! Isto é apenas o que eu penso. Não me crucifiquem. É a minha opinião. Sinceramente, acho que não merecemos que alguém se tenha sacrificado tanto por nós. Digo isto porque sinto que muitos acham que actualmente as penitências passam apenas por não comer carne à sexta. Jejuar duas ou três horinhas. Vá. Num acesso de loucura e devoção, lá aceitam ter que fazer testes PCR’s. Mas não me enganam. Muito menos a Nosso Senhor. Esses martírios já têm segundas intenções. É que caso dêem negativos, garantem desde logo um livre trânsito (até ao recolher obrigatório) na areia terapêutica do Porto Santo. Como castigo, este ano encheram-se foi de moscas. Se ao menos ainda fossem para lá deitar a mão. Ajudar. Trabalhar e deixar os meus queridos profetas fazer o que mais gostam (nadinha de nada), ainda aceitava. Mas para irem para lá se dedicar ao ócio e dizê-lo à boca cheia... Deus me livre e guarde!

Outra coisa que também se diz aos quatro ventos é que na política vale tudo. Não se olham a meios. Pior. Por estes dias reparei que nem a intempéries... Sim! Era a ver quem se gabava mais. Uns diziam que só não aconteceu uma tragédia pois garantiram o livre curso da água com uma limpeza nunca antes vista. Outros, chamavam a si os elogios e lembravam que se não fosse o betão com as obras de melhoramento das ribeiras, a esta hora ainda estávamos a nadar. Os mais justos, esses, reconheciam que, de facto, choveu muito. Mais que no 20 de Fevereiro. Mas em zonas menos “perigosas”.

Felizmente correu quase tudo bem! Uma inundação aqui. Um desabamento acolá. Nada que não tivesse sido resolvido “para ontem”. Mas é que se assim não fosse, podem ter a certeza que a culpa já não teria tanta sorte e tanto pretendente quanto a vénia. Morreria solteirinha. Como de costume! 

Já ao contrário do que é costume, foi o facto do alerta ter coincidido com a tempestade. Regra geral não se cruzam. Ora prometem chuva e vem poeira. Ora prevêem sol e cai granizo. Por vezes penso se não seria melhor fazerem surpresa. “Para amanhã não se sabe o que aí vem. Logo se vê”, que era como se fazia antigamente e também não vinha grande mal ao mundo.

Mal ao mundo veio, mas foi com a atitude do nosso capitão da seleção. Então não é que o nosso menino (mimado) depois de ver o árbitro anular-lhe um golo limpinho, abandonou o campo? Pior. Antes disso tirou e atirou a braçadeira. Mas quem é que o senhor julga que é? Porventura, o melhor do mundo? Quiçá o melhor da história? Alguém que já ganhou tudo o que havia para ganhar? O que bate recordes dia sim, dia sim senhor? Enxergue-se. Se ainda fosse o Marega! Sim, esse craque imaculado que abandonou o relvado depois de ouvir sons de símios como resposta às provocações que fez durante o tempo que andou dentro das quatro linhas. Que só não foi elevado a Santo por um triz. Que por ser minoria em Portugal (já não são tão poucos quanto isso), não pode ser apupado. Aposto que se fosse, virávamos todos Maregas Dos Santos Aveiro e insurgíamo-nos. Agora o Cristiano Ronaldo? Por mim devia ser irradiado. Convidado a pedir desculpa por tudo o que fez pela seleção. Obrigado a passar o resto da vida com a Georgina ao lado e a Dona Dolores atrás. Ou, na pior das hipóteses, sei lá... Vir para o Nacional. 

Por falar nisso, alguém me sabe dizer o que se está a passar na Choupana!? Entendo que já estejam habituados a certos “pára-arranca”, mas... Convém começar a pensar em engatar de vez. Senão, daqui a dias, só pega a descer! Cuidado é com a caixa de velocidades. Desta vez foi uma de 5. Para a semana seja o que Deus quiser.

 

Pedro Nunes escreve
ao domingo, todas as semanas