Este país existe mesmo. Chamam-lhe Portugal

1. Rigor. Sempre o rigor!.

Portugal necessita de um Presidente da República.

Ele tem de ser eleito, para parecermos uma democracia.

Zelosos guardiães da legalidade, do rigor, da integridade do ato e da sua preparação sem mácula tratam de cada detalhe ao longo do processo, com pressurosa e meticulosa minúcia.

Nada pode falhar. Tudo deve ser milimetricamente cumprido.

Numa quase ode à Democracia e à Liberdade, mais que um punhado de escolhidos lança-se numa tarefa fina de verificar se tudo está em ordem.

Candidaturas, listas de subscritores, conformidade das assinaturas, preenchimento adequado dos boletins de candidatura, enfim tudo e mais alguma coisa é vista, revista e trevista para que nada falhe.

Por exemplo, na candidatura de André Ventura foi detetada a falha grave de não ter preenchido a quadrícula da profissão. Foi notificado para em dois dias retificar. Caso contrário poderia ser recusada a dita candidatura.

Tudo conferido, foi detetado que um dos candidatos, Eduardo Batista, entregara apenas 11 das 7500 assinaturas exigidas. Dessas só 6 eram válidas.

Porém esta, como as outras candidaturas entraram todas para o sorteio feito pelo Tribunal Constitucional. Assim, do boletim de voto constarão oito candidatos.

O primeiro será o nome, com fotografia, de Eduardo Batista que não vai entregar as 7494 assinaturas em falta para poder ser candidato.

Isto é normal?

Claro que sim.

Eis a explicação de um guardião do “Templo”: “contactado pela Lusa, o porta-voz da CNE – Comissão Nacional de Eleições - confirmou que os boletins de voto "já seguiram para impressão" porque era "materialmente impossível" ficar à espera de saber quais as candidaturas efetivamente regulares e aceites em definitivo pelo Tribunal Constitucional”.

Tudo isto é triste, tudo isto é Fado!


2. A fingidora

Os debates televisivos entre candidatos à Presidência da República, foram uma boa oportunidade para perceber a verdadeira essência de alguns deles.

No Caso de Ana Gomes, foi tudo muito esclarecedor.

A socialista, que está amuada porque o seu partido não a apoia, revelou a sua veia de radical antidemocrata, que é a sua verdadeira essência escondida por debaixo do verniz de justiceira que gosta de exibir.

Afirma como mote para a sua atuação, caso viesse a ser a escolhida pelos eleitores para Presidente da República, a ilegalização do partido Chega – partido que foi aceite pelo Tribunal Constitucional.

Isso mostra como as suas proclamações de democrata e de suposta defensora da liberdade de expressão, não são mais que uma mentira da qual se socorre para parecer o que não é.

Desnorteada, perdeu o sentido do ridículo e nem se apercebeu que ao querer acabar à força com um partido político, mostra como a sua suposta tolerância e a defesa do debate de ideias não são mais do que uma mentira.

Pior. Repetiu por diversas vezes que no caso dos Açores, se ela fosse a Presidente da República, teria recusado a solução encontrada pelos vários partidos, resultado da escolha dos eleitores!

Ana Gomes entende que a solução de governo encontrada para os Açores simplesmente não deve existir, só por causa da sua configuração.

Eis o pensamento democrático de Ana Gomes: quando a solução de Governo escolhida pelos eleitores não agrada, toca a recusar a solução até que surja a que lhe é conveniente!