A Zona Franca e Marcelo

1. Impune, o Governo Costa caracteriza-se por sucessivos e abusivos desmandos, incompetência, abuso de poder, etc..

Nisto, realça a inadmissível e consentida instrumentalização do Estado para combater partidariamente o Povo da Região Autónoma da Madeira.

2. Agora, monopolizando a atenção da Opinião Pública para o COVID, através da comunicação "social" estatizada ou subsidiadamente controlada, aproveita para destruir o Centro Internacional de Negócios da Madeira. Prejudicando toda a Economia portuguesa, na medida em que as Empresas irão para outros países. 

3. As pessoas sabem o peso que as receitas deste Centro, e sobretudo o seu crescimento, têm de decisivo para o futuro Desenvolvimento Integral (social, económico e cultural) do Povo Madeirense..

E claro que o Governo Costa sabe-o.

Só que, colonialmente, pretende dominar e travar a Autonomia Política, a par de usar miseravelmente a chamada "Zona Franca" para negociar cedências aos partidos da "esquerda" fascista. Costa e sequazes sabem que, quanto maior a Autonomia, melhores as perspectivas económicas e mais potenciado o progresso social. Sabem que uma Madeira com menos problemas sociais e com maior ritmo de prosperidade, em nada interessa aos objectivos ideológicos e centralizadores destes socialistas e comunistas.

Precisamente porque só sobrevivem quando há dificuldades económicas e sociais, através da exploração do descontentamento.

Os Portugueses, DE UMA VEZ POR TODAS, percebem do que esta gente é capaz?!...

4. Bem como, aliás, desconfio de o ataque à Madeira ser para, depois, abrir instrumento económico semelhante no Rectângulo e, para aí, voltar a captar Empresas. Agora que o Governo Regional precisa de rentabilizar o que acaba de lá investir.

5. Os Jornalistas do "J.M." definiram a Autonomia, o Social e a Economia como prioridades editoriais. E muito bem. Sem Autonomia, a Economia não floresce. Sem uma Economia próspera, não se ganha o Social.

6. Os meus Governos demonstraram que o Progresso Social não é só "comer e beber" (muito menos à custa dos outros). É Emprego, Água, Habitação, Educação, Saúde e Informação, para o que a Economia precisa das Liberdades públicas, Energia, Investimento, Novas Tecnologias, Cultura e boas Comunicações e Acessibilidades internas e externas. Por isso, não ficámos à espera do Estado português. Captámos investimento externo e atraímos as Comunidades Madeirenses, para o que foi e é decisiva a Zona Franca. Estimulámos a criação de bons grupos empresariais madeirenses. Procurámos destruir o poder e o obscurantismo feudal da "Madeira Velha".

7. Lisboa vem ao contrário desta estratégia. Intuito, de novo amarrar-nos aos seus objectivos colonialistas e político-partidários. As Instituições da Madeira, sejam políticas, cívicas, culturais, desportivas, militares, universitárias, religiosas, empresariais, sindicais, etc., vão consentir, caladas, nestes ataques contra a Pessoa Humana, no arquipélago?!...É que não se trata de uma mera disputa política. São os Direitos Fundamentais do Povo Madeirense aos Seu Desenvolvimento Integral! HÁ MAIS VIDA PARA ALÉM DO COVID!... Ou as Instituições da Madeira vão ficar todas quietinhas, a "cramar" à socapa?!...E os Madeirenses socialistas?...

8. Eleições presidenciais, 24 de Janeiro.

Não voto nas expressões totalitárias que são os pterossauros candidatos comunistas do PCP e do "bloco", bem como da extrema-direita "Chega", esta promovida publicitariamente pelo Costa, para ver se rouba votos ao PSD e ao CDS.
Muito menos voto na rábida inimiga doida do Povo Madeirense que é a sra. Ana.
Ficam ainda o Tino de Rãs, brincadeira, e um liberal, Mayan, "direita caviar". Porém sou social-democrata.

9. Resta Marcelo como única possibilidade.

Não comungo da sua afectividade pelo Sistema político-constitucional de 1976. Devia chumbar em Direito Constitucional por dizer que o Presidencialismo leva à ditadura...
Não me identifico com a sua orientação política deste primeiro mandato que, com o pretexto de acalmar os fascismos comunistas, trouxe-os para a área do Poder numa República democrática, apadrinhando o colaboracionismo de Costa com tal gente. Os Portugueses tanto votaram numa "maioria de esquerda", como numa maioria PS/PSD.
Não me identifico com a falta de pulso, nalgumas ocasiões em que era preciso tê-lo.
Não me identifico com as suas posições contrárias à regionalização do Continente.
Muito menos me identifico com a sua passividade ante a instrumentalização do Estado pelo Governo Costa, para este desenvolver revanchismo partidário contra o Povo Madeirense, desta forma abrindo brechas na Unidade Nacional que o Presidente jurara e tinha obrigação de defender.
Nem concordo como lidou com o Partido Social Democrata.

10. Mas continuo a confiar no Homem. Nos Princípios e Valores que eu sei que subscreve. No seu Patriotismo e na sua Inteligência. No seu apego ao primado da Pessoa Humana, à Liberdade, aos seus Direitos Fundamentais.
Nem traio uma Amizade pessoal de há muito.
Todavia, como humanamente estou de paciência esgotada, VOU VOTAR MARCELO, SIM. Porém, seguindo o conselho do Dr. Cunhal quando da candidatura do Dr. Soares.
Vou pôr a cruz em Marcelo, tapando a fotografia.