Um ano de TSD Madeira

Fez há poucos dias um ano que esta nova direcção dos TSD Madeira tomou posse, parece que foi ontem. Com o lema: “Trabalho, Solidariedade e Democracia”, o desafio era enorme, assim como a responsabilidade e as expectativas. Mas a equipa não vacilou e logo no primeiro ano cumprimos uma série de objectivos a que nos tínhamos proposto. A equipa trabalhou como uma verdadeira equipa, sem atrapalhos ou sobreposições, sempre focada na união de esforços e na realização do grupo, bem hajam meus caros companheiros.

A primeira tarefa consistiu em organizar a casa, nomeadamente a base de dados dos militantes, o nosso activo maior. Havia contactos para actualizar, profissões para constar, moradas novas, havia também que integrar esta informação nos activos informáticos do partido e isso foi feito, agora é mais fácil conhecer e contactar os nossos companheiros trabalhadores.

Logo de seguida outra empreitada de valor, a alteração dos estatutos para uma melhor adequação dos TSD Madeira aos nossos tempos. No primeiro Conselho Regional, expressamente convocado para o efeito e com respeito máximo pela democraticidade interna, passamos de um vetusto Conselho de Disciplina e Fiscalização para um Conselho de Jurisdição, e que tanto e bem trabalhou este conselho. Havia também um Secretariado e um Secretário Coordenador (mais adequado a um qualquer partido radical de esquerda), que foram alterados para aquilo que efectivamente são, uma comissão política e um presidente.

Estatutariamente foram também adoptadas novas abordagens ao mundo laboral, como por exemplo a possibilidade de criação de secções laborais de profissionais liberais, pois estes, antes de serem patrões de si mesmo são também os trabalhadores deles próprios. Ao nível das secções laborais e dos núcleos de empresa foram também efectuadas algumas alterações, optimizando a sua criação e funcionamento. Neste âmbito também a organização ao nível concelhio foi melhorada, tornando a criação das comissões políticas concelhias dos TSD Madeira fora da capital uma possibilidade real e não apenas estatutária.

Mas não foi só com os teclados e com os papéis que andamos a trabalhar, também trabalhamos com pessoas e com pessoas de “carne e osso”. O trabalho junto do mundo real deu os seus frutos pois foram formadas e eleitas vinte secções laborais que representam uma parte significativa do tecido laboral regional, havendo mais umas quantas na calha. Estes grupos de fantásticos trabalhadores sociais democratas têm um papel fulcral na divulgação das nossas políticas e das nossas ideias, além de permitirem também um feedback da realidade laboral e social, transmitindo sem filtros os seus anseios e as suas dificuldades. Além das secções laborais eleitas, foi também constituído o núcleo empresarial dos TSD na empresa Horários do Funchal, mais um marco importante.

Para além das máscaras a tapar caras bonitas, das videoconferências de robe e carecas ao contrário (uma piada interna), este último ano ficará marcado na história dos TSD Madeira pelo feito inédito de se terem elegido Comissões Políticas Concelhias TSD fora do Funchal e logo na totalidade dos restantes dez concelhos da Região Autónoma da Madeira. Foi um desafio hercúleo que resultou do esforço e empenho de todos, temos agora TSD em toda a ilha maior, e em todas as ilhas. Em termos de militância, este ano foi um bom ano, pois conseguiu-se engrossar o activo em 227 militantes, 75 dos quais novos militantes do PSD-M. Nesta data somos já mais de mil e quinhentos companheiros que acreditam que é defendendo a social democracia que defendemos o nosso trabalho e as nossas famílias.

Mas muito ainda há para fazer. Um dos próximos objectivos será uma aproximação mais sistematizada a algumas estruturas sindicais que muitas vezes não reconhecem que os TSD têm pontos de vista convergentes com os seus e que defendemos as mesmas causas, teremos de trabalhar este relacionamento, mas não será difícil. Outro grande desafio será colocar o trabalho no centro do debate político. Se o trabalho é o centro das nossas vidas, porque é que na política o trabalho parece que é apenas assunto dos sindicatos e dos patrões? Pois é, temos de trabalhar nisto…