A morte da Frente MarFunchal

Reza a história que, no passado ano de 2013, existia na cidade do Funchal, um grupo de “novos iluminados” que se julgavam sabedores e capacitados para dirigirem os destinos desta cidade.

Com a sobranceria típica de quem não sabe onde se meteu, decidiram intervir, quase de entrada e sem perceberem do assunto, na empresa municipal Frente Mar, decorria ainda o ano de 2014. A empresa que geria todos os complexos balneares da cidade passou a funcionar como agência de emprego. Seguia a lógica de socialista-chama-socialista, não faltavam lugares, havia sempre espaço para mais um camarada. Não satisfeitos com o festim de empregos, decidem romper de forma abrupta com a anterior forma de gestão, o que valeu ao município o pagamento de pesada indemnização laboral, no valor de 340 mil euros. Trocos de bolso! Garantiram na altura. A partir deste ponto, assistiu-se à queda vertiginosa de uma empresa, reconhecida como exemplo na gestão de recursos públicos, para uma empresa que actualmente tem um passivo de 1,7 milhões de euros.

As mãos socialistas foram estrangulando lentamente, uma empresa municipal que vivia salutarmente, com resultados positivos de quase 200 mil euros, para uma empresa municipal socialista, que padecia de capital próprio negativo, com falência técnica associada, às quais acresciam as dívidas à Autoridade Tributária e à Segurança Social. A Frente MarFunchal foi colocada em suporte básico de vida para ver se ganhava novo fôlego, mas nem a transferência de 95% das receitas dos parquímetros, nem as injecções anuais de dinheiro para cobrir os prejuízos foram suficientes. Em 2018, a má gestão socialista espalhou, metastizou e gangrenou. Com a empresa já a definhar, foram administrados uns bons placebos para enganar a opinião pública. Os socialistas garantiram que a empresa vivia de plena saúde. Os mesmos socialistas garantiram que os salários dos funcionários estavam assegurados. Não demorou muito, os salários ficaram em atraso e surgiram penhoras bancárias no horizonte.

Chegados a 2020, os socialistas do município perceberam que a putrefacção da nova gestão era de tal ordem, que não havia amputação que chegasse. Decidiram então matar a empresa municipal.

Vários alertas foram feitos em relação à empresa municipal. Havia forte suspeita de má gestão e foi dada a oportunidade de se esclarecer a verdade. A auditoria independente à empresa municipal nunca saiu da gaveta. A comissão de acompanhamento à auditoria nunca passou da intenção. Mentiram, esconderam e coarctaram.

Todos os dias persistem na venda falácias, através de todas as formas possíveis e utilizando todos os meios possíveis, apresentando a dissolução da empresa, como imperativo legal e única solução. Nada mais falso.

No meio desta tragédia socialista, fica toda uma empresa e os seus funcionários entregues a uma triste sorte. Nem com o próprio sindicato podem contar.

No entanto, nós não nos deixamos levar em cantigas, e juntamente com os deputados municipais, que não se demitiram da responsabilidade de salvaguardar os interesses dos funcionários da Frente MarFunchal, impedimos a consumação da tragédia, até existir garantia de salvaguarda de todos os postos de trabalho, até existir garantia de manutenção dos rendimentos dos funcionários, até existir a documentação de que precisamos para decidir em consciência.