Um por todos

As notícias e as medidas de proteção da população da Madeira implementadas pelo Governo Regional, a declaração de estado de emergência pelo Presidente da República e o consequente anúncio de medidas com um caracter mais restritivo no continente, embora tardias, recordou-me um clássico da literatura mundial redigido por Alexandre Dumas, Os Três Mosqueteiros, cujo lema era “um por todos e todos por um”, aplica-se na perfeição ao que vivemos na atualidade como sociedade.

No entanto coloco a ênfase na primeira parte do lema, um por todos, apelando enquanto professor que cada um faça a sua parte, usar máscara, distanciamento social e higienização das mãos. São gestos simples, que a alguns podem custar muito, mas são em prol de um bem maior, pelos nossos filhos, pelos nossos pais e avós ou pelos nossos amigos.

As escolas têm sido alvo de particular atenção, apesar de não haver casos de transmissão dentro das mesmas, todos os casos que foram noticiados até ao momento chegaram às escolas através de transmissão na família. Regista-se ainda uma enorme colaboração das famílias, avisando a escola e vigiando os seus educandos notificados para confinamento. Permitem assim ativar os planos de contingência que as escolas atempadamente elaboraram em articulação com as autoridades de saúde.

Contudo registam-se nas redes sociais, algumas profecias da desgraça que criam ruído, colocando os pais em alvoroço e criando entropia nas escolas, pois a cada “fake new” colocada a circular nas redes sociais o número de contactos com as escolas sobe exponencialmente. O tempo que se demora a dar explicações, perde-se na atividade pedagógica, essa sim a essência da escola.

Às famílias solicita-se calma, esperem pelas notícias oficiais, ninguém tem interesse em esconder a situação de cada estabelecimento de ensino, afinal os profissionais de educação que neles trabalham também são passíveis de infeção, também são pais, também são avós, também têm familiares de risco, também têm família e amigos, ninguém está interessado em ser exposto, pelo que seremos os primeiros a tomar as medidas necessárias para proteger os alunos e a notificar quem tiver de ser informado em primeiro lugar e só depois os outros.

Assim ignorem os pseudojornalistas das redes sociais que nada mais fazem do que obterem prazer através da confusão, estamos num tempo em que o esforço individual beneficia toda a sociedade. Cumpram as indicações do IASaúde, etiqueta respiratória, uso de máscara, distanciamento social e higienização das mãos. É também o que pedimos aos alunos nas escolas, haverá tempo para conviver em segurança.

Um por todos, para que estejamos todos juntos num futuro que desejo seja muito próximo.