Se...

... E SE não tivéssemos conquistado alguma Autonomia Política?

Acham que seria possível, agora, este combate à pandemia, com sucesso?

Julgam que o arquipélago, sequer, teria a cobertura territorial que hoje possui em Saúde Pública, apesar de Lisboa não nos ressarcir do que DEVE em termos constitucionais e históricos?...

SE não conseguíssemos alguma Autonomia Política, passa pela cabeça de alguém que hoje teríamos a generalização da Educação e da Cultura - e as respectivas infraestruturas, desportivas inclusive - bem como uma Universidade?

Haverá ainda quem considere que, mesmo sem alcançarmos Autonomia Política parcial, existiria esta evolução económica, social e cultural do mundo rural madeirense, a ombrear com o nível dos hábitos e da qualidade de vida dos meios urbanos médios e pequenos da União Europeia?

Passa pela cabeça de seja quem for ter sido possível destruir os costumes de relacionamento social preconceituoso, de exploração laboral, de obscurantismo cultural e de omissão ou impedimento cívico, que marcavam desgraçadamente a "Madeira Velha", sem a Autonomia Política? Ainda que Esta não conseguida de pleno...

Existe alguém que, mesmo com a Autonomia ainda incompleta, prefira a Economia anterior, esclerótica nas mãos de continentais e de estrangeiros? Em vez da mudança para o actual predomínio crescente de grupos económicos regionais?...

E que têm a dizer agora, aqueles que por ignorância ou por objectivos políticos fascistas, a extrema-direita e os comunistas, se opuseram - e ainda se opõem - à nossa opção livre de integrarmos plenamente a União Europeia?

Haverá quem duvide de que foi o arranque da Autonomia Política, se bem que ainda não concretizada nos moldes desejados democraticamente pelo Povo Madeirense, a produzir o interesse das Comunidades Madeirenses e das outras Entidades em cá investir?

E SE não tivéssemos criado e agarrado esta Autonomia Política que ainda não é A que temos Direito, aproveitando todas as oportunidades para nos europeizar através dos investimentos públicos?

Mesmo da nossa parte recorrendo ao endividamento, para suprir o Estado português não cumprir as suas obrigações para connosco e se recusar, até agora, a saldar a Dívida Histórica.

Sim, esse mesmo Estado português que, desde 1974, doou às ex-colónias quantias superiores à pseudo-"dívida" pública dos Açores e da Madeira.

Atenção agora à relação Costa-Guiné Bissau.

Esse mesmo Estado português que vai cedendo Património Nacional economicamente estratégico a potências totalitárias e injecta nos Bancos privados e Empresas públicas falidas e sem controlo, quantitativos muitos superiores à da pseudo-"dívida" que atribui à Madeira e aos Açores!

E não é verdade que o Turismo é das poucas possibilidades que temos? Não é verdade que o sector precisa de Infraestruturas necessárias, desde a Saúde ao Ambiente, passando pela Qualidade de Vida, pelos Transportes e pela Mobilidade, para atrair sustentadamente? E SE não as fazíamos?...

Principalmente com as crises que se vêm sucedendo...

E SE embarcávamos nas tontarias dos que se opuseram a tudo isto, só para parecermos "bem-comportados" ou "politicamente correctos"?...

E SE não falássemos grosso aqui, em Lisboa, ou Bruxelas, etc?...

E SE não ousássemos transformar o Porto Santo no Município português durante algum tempo com o maior investimento público por pessoa, hoje seria habitável?

E SE esta parca Autonomia não nos levasse à obtenção do reconhecimento dos nossos Direitos sobre o mar, da nossa tutela sobre as Selvagens, ao estabelecimento de Reservas naturais e piscícolas, e, para defesa do Ambiente, ao estatuto legal especial que têm dois terços do nosso espaço terrestre?

Tudo isto, e mais, não é trabalho só de governantes, nem de um Partido só. É obra da imensa maioria de todo o Povo Madeirense. Ainda que, como em todas as Revoluções, houvesse "vanguardas revolucionárias" desta Revolução Tranquila.

AGORA, a questão é esta.

SE tudo isto sucedeu sem separatismo, mas Lisboa não o reconhece e ainda está a agravar muito mais a sua atitude colonialista e de falta de educação, temos que repensar com toda a Liberdade.

A actual pandemia de forma nenhuma é pretexto para adiar soluções. Pelo contrário. SOBRETUDO é razão imperante para rápida concretização de caminhos novos. Dizer o inverso, é um embuste, as habituais palhaçadas de que estamos fartos.

Unidade Nacional e Patriotismo não são integracionismo colonialista.

Unidade Nacional e Patriotismo são sabermos reorganizar, solidária e eficazmente, a Nação portuguesa.

E SE nos continuarem a chatear?...