Caminhamos juntos

A 5 de Junho de 1974, um pequeno grupo de homens reúne-se no Funchal para dar voz ao Partido Socialista na Madeira. Era assim criado o PS-M.

A história do PS-M é muito rica, desde o seu início sob a liderança de Gil Martins, passando pelos tempos conturbados de uma Flama explosiva onde imperava o medo de ser do contra, à entrada na CEE, altura em que a região passou a receber milhões da Europa, embora acompanhada de um endividamento brutal que fez prosperar o betão e o emprego fácil num Governo monopolizador, sempre com um PSD do outro lado, altamente musculado e ofensivo.

A história do PS-M é feita de muitos heróis. Homens e Mulheres sem medo, dispostos a dar a cara pela liberdade, pela diferença, pela alternativa, pela luta dos ideais do socialismo democrático. Pela luta por uma região melhor, mais coesa, mais igualitária. Onde todas e todos tivessem iguais oportunidades.

Ao longo dessa história, recordo-me de brincar nos corredores da sede do PS-Madeira, na Rua Câmara Pestana e posteriormente na Rua do Surdo, onde o meu pai passou uma boa parte da sua vida cívica. A azáfama era grande, todos trabalhavam, desde a definição das estratégias para cada momento, ao simples colar de cartazes durante a noite, sempre com o receio de que aparecessem grupos hostis do partido maioritário, que até nesses pequenos atos, onde deveria imperar o respeito democrático, exerciam a sua força e, neste caso, mesmo força física.

Outros tempos.

Hoje, a democracia evoluiu e já ninguém devia tolerar essa prepotência de outrora, essa imposição pelo medo, mas, infelizmente, a pressão pela via laboral permanece, talvez até com mais ferocidade do que nessa fase inicial da nossa democracia. Há ainda um longo caminho a percorrer.

Em 2013, pela liderança de Victor Freitas, o PS conheceu, pela primeira vez, o sabor da vitória, provocou a primeira grande derrota do PSD, fazendo com que esse partido ficasse reduzido a ser poder em apenas 3 municípios. Ganhamos o Funchal com Paulo Cafôfo! Hoje, passados 7 anos, o PS-M afirma-se como um partido claramente autárquico, onde a nossa governação mostra que há outros caminhos. Caminhos da tolerância, da democracia, caminhos melhores.

A história avança, não paramos e é tempo de olhar o futuro, é tempo de fazer Avançar a Madeira, sempre com o olhar nas pessoas, pelas pessoas.

A história do partido escrever-se-á a partir do próximo fim-de-semana pela pena de Paulo Cafôfo. O grande vencedor de 2013 e que há um ano atrás esteve mesmo à beira de mudar a Madeira. Um trabalho que não pode ser abandonado, é imperativo continuar, de modo a preparar ainda melhor o partido para os próximos combates eleitorais e assim afirmar, de uma vez por todas, o nome do Partido Socialista numa Região que já tem mais tempo de laranjal do que de ditadura. E o Paulo é a pessoa ideal!

O Caminho está traçado e o futuro escreve-se hoje. Escreve-se com seriedade, rigor, competência e, acima de tudo, uma grande vontade de fazer mais pela Região, pelas pessoas, por todos nós. O respeito pela nossa história, honrar todos os homens e todas as mulheres que em 46 anos fizeram o melhor que podiam pelo partido, um legado enorme que precisa de ser ainda mais elevado, são o mote para os próximos anos.

Paulo, caminhamos juntos.