IEI – o Caminho para a Internacionalização da UMa

Pela primeira vez na história da nossa Universidade, um projeto concebido por professores e investigadores a UMa venceu uma Call de financiamento de capital de risco, de apoio a projetos de âmbito científico e tecnológico, destinado a projetos Early-Stage, com tecnologia desenvolvida, em fase de protótipo e validação de product-market-fit. Assim, não tanto pelo montante de capital atraído, mas sobretudo pelo que este projeto representa para a Universidade da Madeira, seus professores, investigadores e alunos, em termos de inovação e empreendedorismo. 

Há outros projetos de investigação ligados ao empreendedorismo e inovação que foram submetidos a calls desta natureza, por professores e investigadores da Universidade da Madeira e cujas diferentes fases de avaliação têm sido bastante favoráveis. Pelo que sinto, através deste e de outros projetos, o trabalho na Universidade em prol da investigação, do empreendedorismo e da inovação, pelouros atualmente sob a minha coordenação, tem um longo caminho a percorrer.

Estes diferentes projetos têm em comum serem constituídos por equipas de investigadores de uma determinada área científica (incluindo alunos de mestrado e/ou doutoramento) e empresas. Este facto constitui mais uma clara demonstração da nossa capacidade de intervenção na Região, contribuindo para o seu desenvolvimento económico e social.

Estamos a desenvolver os trâmites para a regulamentação das spin-offs. Para tal, procuramos ouvir empresários, capital de risco e financiadores tradicionais, no sentido fazer das exceções a regra e contribuir para a afirmação da nossa Universidade no plano nacional e internacional, especialmente nas áreas da água e energia, mar, saúde, turismo (incluindo a mobilidade), inclusão social, e economia circular e tecnologia 4.0.

Consciente da relevância do conhecimento produzido na nossa Universidade, enquanto organização, daremos particular ênfase às patentes, como meio de garantir a sua proteção. Tudo isto nos dará maior visibilidade. Criando um sólido património de Propriedade Intelectual, reforçaremos, deste modo, a nossa imagem e prestígio institucional, incrementando o nosso valor, como meio de atração de alunos, não apenas da Região, como nacionais e internacionais.

A salvaguarda da Propriedade Intelectual, produzida internamente na Universidade, promoverá o nosso próprio enriquecimento científico e assegurará uma adequada gestão em potenciais processos de transferência de tecnologia, de forma a salvaguardar a criação de valor para a universidade.

Vislumbrando um futuro próximo com muito e interessante trabalho, resta-me desejar umas excelentes férias para todos!