Desistir… Nunca!!!

É expectável que não se desista nem do caminho a percorrer, nem do que pensamos ser o melhor para nós. No entanto, as adversidades fizeram desta pessoa a resiliência pura. Mas que pessoa é esta? É um pedaço de mim, uma parte de ti e de tantos outros que passam na rua despercebidos. É um mistério que equilibra a força de poder no que se relaciona com a sobrevivência e um referencial sensitivo que abraça o mundo.

O desafio começou num passeio, onde o carro que seguia fez uma postura de “yoga” e ficou virado de rodas para cima. Nessa altura chorou sem misericórdia e prometeu construir um castelo na lua. Procurou psicólogos que nunca lhe davam as respostas que buscava, pois remetiam-na para a introspecção. Procurou gurus que lhe prometiam tirar até macacos do nariz mesmo só com a força do pensamento. Procurou tarólogos que, antes de tirarem as cartas, já sabiam os pormenores que queria saber e na ilusão te levavam, mesmo quando o mago estava de pernas para o ar. Procurou psiquiatras porque, depois de tanta busca, pensava que estava a enlouquecer, mas afinal, ela não queria era desistir… nunca.

Mas que raio… só faltava fazer uma chamada de um telefone público para uma linha de ajuda da IURD. Nã… iria ter a agilidade de um PUMA, uma FÉ inabalável e uma força vigorosa mas desistir, nunca!

Numa das suas viagens, o “yoga” voltou a estar presente com novos contratempos e nenhum dos ásanas poderia ajudar a recuperar o que acabou de perder. Veio sem avisar. Um dos seus órgãos deixou de funcionar… o tarólogo não antecipou, o guru não previu, e nem o dinheiro que se deixou na IURD garantiu a ajuda. A vida estava nas mãos da ciência e na força selvagem de um felino.

Alguém teria de morrer para ela VIVER.

Mesmo inconsciente não iria desistir… nunca.

O tempo de espera é uma eternidade para todos.

Pelos corredores, médicos e enfermeiros correm fogazes para o transplante… o órgão apareceu. Não! A máquina humana disse NÃO a este órgão.

Morte e renascimento. Desistir… nunca!

Novo transplante, nova etapa, novas esperanças, novo despertar e um salto da morte para a VIDA.

Muitos erros, muito trabalho interior, muita luta interna.

Hoje, nutrida de todas as vitaminas e de mentalidade vigente, sabe que é uma heroína rompida pelo ego, onde a alma regenerada se olha e agradece esta jornada espiritual que a fez guardiã de si mesma.

Não importa qual foi o órgão, não importa de quem era o órgão, a capacidade de olhar a VIDA após a morte é sem dúvida a maior dádiva, porque desistir… nunca!