Respeitemos o Mar que é nosso

Actualmente não se passa um dia sem se comemorar qualquer coisa. Seja dia de um Santo, dia do Chocolate e até há o dia dos OVNIs e do Piquenique.

Claro que há outros dias, muito mais úteis e merecedores de serem comemorados por aquilo que representam ou pretendem recordar para que se respeite ou contribuam para a consciencialização dos povos. Hoje é um desses dias. Dia 3 de Julho o Dia Internacional Sem Sacos plásticos. Hoje, como dia do início de uma nova forma de estar, os supermercados, mini lojas ou super lojas deviam utilizar, apenas sacos de papel ou recicláveis. Pelo menos por um dia o mundo se sentiria melhor.

Dia Internacional Sem Sacos de Plástico. O objetivo da data é chamar a atenção para a produção e para o consumo excessivo de sacos plásticos a nível mundial, propondo-se alternativas para resolver este sério problema ambiental.

Estima-se que um cidadão na Europa consuma cerca de 500 sacos de plástico por ano, sacos que acabam no lixo ao fim de meia hora de utilização, ou então no meio-ambiente, com relevo especial para o mar, criando-se vastas ilhas de lixo plástico nos oceanos.

Os sacos de plástico são constituídos por resinas tóxicas oriundas do petróleo e levam cerca de 500 anos a decompor-se. Enquanto isso libertam, para o meio ambiente, para as águas residuais, muitas delas aproveitadas para o consumo das populações, essas substâncias, autênticos venenos causadores de problemas de todos os géneros, desde doenças crónicas graves, intoxicações e morte.

Apesar de tudo isto, não obstante a gravidade da situação, apenas 2% da população mundial recicla sacos plásticos.

O Dia Internacional Sem Sacos Plásticos, um dia que devia prevalecer todos os dias na mente dos habitantes deste nosso sacrificado planeta, apela à mudança de comportamento de todas as pessoas do mundo relativamente ao uso dos plásticos. Cada um de nós deve fazer um esforço para preservar o meio-ambiente, levando sempre o mesmo saco plástico para as compras, reciclando ou reutilizando os sacos plásticos ou  melhor ainda, utilizando sacos de papel.

É bom que se não esqueça que a Madeira é uma ilha e, como tal, toda a sua vida, mesmo em terra, gira em redor do oceano que a cerca e o impacto ambiental do lixo plástico no oceano e, consequentemente, na cadeia alimentar, tornou-se  uma verdadeira preocupação ambiental para governos, cientistas, ONGs e pessoas comuns do mundo inteiro. Uma preocupação que deve, que tem de ser a de cada um de nós.

Um estudo realizado durante os últimos anos por vários organismo internacionais, estimou que há cerca de 5,25 triliões de partículas de plástico flutuando no oceano, o que é equivalente a 269 mil toneladas de plástico e, o pior é que parte de todo esse plástico - no formato de microplástico - acaba entrando na cadeia alimentar e prejudicando diversos organismos, inclusive humanos.

O mais alarmante é que, uma vez no ambiente, os microplásticos absorvem substâncias químicas perigosas e são ingeridos por organismos marinhos, penetrando em toda a cadeia alimentar, inclusive a terrestre, levando, para as nossas mesas, substâncias químicas persistentes e bioacumulativas que, perigosamente, passam a fazer parte do nosso organismo.

A Madeira é o Mar. Respeitemo-lo.Todos os dias, evitando fazer do lixo, o depósito mortal dos plásticos que, diariamente, levamos para casa com as nossas compras.