Apagando a História

Não compreendo como é possível consentir que alguns grupos, grupinhos e grupelhos de neo-racistas, alegadamente, manifestando-se contra o racismo, se permitam vandalizar estátuas, monumentos e outros símbolos, em muitos casos sem serem obstaculizados pelas forças de segurança que têm a missão de cumprir e fazer cumprir a Lei e a Ordem em consonância com a leis do país.

Essas obras que indubitavelmente falam por si só, contam histórias da história, sem tentar camuflar pontos negros ou menos bons mas apenas narrar os episódios e feitos da história, da nossa história, da história de Portugal.

Otto Bismarck, considerado o principal estadista europeu do século XIX , disse algo deveras importante: A liberdade é um luxo a que nem todos se podem permitir.

Simplesmente não é aceitável que esses grupelhos, que se vislumbra sem dificuldade, serem, sem sombra de dúvida, verdadeiramente neo racistas, engajados na louca vandalização e destruição condenável que comtemplámos e que terá de ser combatida a todo o custo, tanto mais, repito, que esses neo racistas, autênticos bonifrates sucederam já em instalar o pânico provocando uma constante agitação social que criminosamente debilita e entristece a alma portuguesa para além da violência e o caos que a acompanham, forçando por vezes as nossas forças de segurança, nomeadamente, efetivos da PSP, a retrairem-se de cumprir e fazer cumprir a Lei e Ordem, com grande culpa para um executivo governamental muito caquistocrata mais preocupado com o politicamente correto, e pior, sem a preocupação de evitar que Portugal mergulhe numa guerra contra si próprio. A história de um país como Portugal e a tentativa de apagar seis séculos da sua história não pactua com os sentimentos de verdadeiros portugueses.

Falando de racismo, é mais que evidente que não pode ser combatido com racismo, com acusações mútuas, com violência, com ofensas verbais muito menos também com a vandalização ou derrube de estátuas e monumentos. O efeito terá um resultado oposto ao pretendido e é um convite para confrontos e distúrbios. Algo que se provou ser extremamente tão perigoso como racismo, são as acusações falaciosas de racismo que despoletam inúmeras vezes conflitos indizíveis e é premente que seja aprovada uma lei para que o autor ou autores de acusações falsas de racismo ou de palavras injuriosas conotadas com racismo têm de ser levados às barras do Tribunais. A classe política portuguesa, vê-se, é palpável, sofre do complexo colonial o que impede de legislar para defesa dos portugueses que tiveram sempre uma ação mais missionária do que outra qualquer. Há pois de se gizar um projeto para resgatar a nossa história, fazendo que estátuas e monumentos tenham “voz”, é imprescendível para normalizar o paradoxo invocado pelos neo racistas.

Seria bom que se lançasse um olhar aos acontecimentos ocorridos a 27 de maio de 1977 onde foram realizadas manifestações em Luanda a favor dum combatente de fina estirpe da guerra colonial do lado do MPLA, General Nito Alves, cujas manifestações foram reprimidas pelas Forças da Ordem de Angola auxiliadas pelos briosos rapazes de Fidel da Castro foram massacradas 30 000 pessoas onde não faltou a presença também de briosos e diligentes cooperantes do Partido Comunista Português. Niguém acusou esta espécie de racismo. Digo racismo porque se trata de crime cometido diretamente contra indivíduos ou grupos devido às suas opções, neste caso políticas e com violência.

O apoio aos sentimentos, muitos justos para os Floyds americanos, deveriam existir igualmente “Floyds” brancos e negros na África do Sul, especialmente, pelo dizimar contínuo de agricultores que atingiram níveis preocupantes sem  olvidar a horripilante e difícil de compreender violência baseada no género, contra mulheres, crianças e até bebés. Atrocidades que deixam chocados  investigadores da polícia assim como médicos legistas com longa experiência. Um outro tipo de violência que terá de ser extinta com a maior firmeza e urgência. Não basta somente o Presidente Cyril Ramaphosa confessar-se envergonhado da espiral tão prounciada de crimes de feminicídio descrevendo muito corretamente de tragédia e de outra pandemia que sucede paralelamente à do Covid-19. Essa espiral terá de ser achatada custe o que custar.

Nestes crimes de sangue, paradoxalmente os seus autores e vítimas são na sua maioria aqueles que passaram de oprimidos a opressores o que não deixa de ser racismo uma vez que se manifestam sob a forma de violência física ou verbal contra grupos de diferentes etnias, cor ou raça que tem atingido a Comunidade Portuguesa e cujas autoridades quer o representante do Presidente da República ou executores da política do governo se remeterem, sistematicamente, a um silêncio conformista gerador de mais insegurança e distanciamento do seu país natal.