Oposição na Madeira

Assim de repente não me lembro de nenhuma proposta da oposição.

Talvez tenha culpa porque não assisto aos plenários da Assembleia, mas do que se torna público não me lembro de nada.

Amiúde, lembro-me apenas que os deputados do PS, estão muito ofendidos pelo tipo de linguagem que se utiliza no Parlamento. A maior preocupação actual é com a “falta de” educação de deputados do PSD; eu entendo, “quem não se sente, não é filho de boa gente”, mas que interesse directo tem isto para a população.

Estamos à espera de discussões e propostas concretas, com ou sem educação.

Outro problema grave, foi com a aquacultura, que horroriza a paisagem e gera um peixe que sabe mal, mais uma vez um problemaço para o povo desta região, se bem que se entende a questão paisagística.

Depois, outro problema da população é a inconstitucionalidade dos votos dos deputados que não estão presentes na Assembleia, o chamado “voto de casa de banho”, um problema democrático, mas pergunto-me, PSD e CDS não são a maioria, a meu ver o que se permite com o novo sistema, são férias ininterruptas a alguns deputados.

Sou da opinião de que não se tem feito uma grande oposição, a não ser nas questões relacionadas com a relação entre a CMF e Governo Regional, e vá lá Ponta de Sol e Machico. Tirando isto, pouco ou nada se discute sobre posições políticas aqui na Região.

A determinada altura o problema da oposição era a falta de testes ao Covid 19, também uma questão que veio a revelar-se supérflua.

Outra questão da oposição, é com a questão ambiental, têm caído muito em cima do Grupo AFA.

Outro problema é com o Dionísio Pestana, na questão da adjudicação directa para gestão da sociedade de desenvolvimento.

Sobre o Grupo Sousa ou Blandy nem uma palavra.

O DN neste momento funciona como órgão de propaganda do PS (talvez estarei a exagerar, mas parece).

Estou à espera de uma oposição mais incisiva e que pense mais em propostas concretas, que afirme um caderno de encargos que tanto faz falta.

Acabe-se com a política feita a pensar no voto e nas influências, e faça-se oposição a sério, que se represente o povo Madeirense que é o que faz falta, há quase 40 anos.


P.S. “Quem diz a verdade não merece castigo”.

Duarte Fernandes escreve
à terça-feira, de 4 em 4 semanas