Haja consciência e fibra

Do mês pretérito para este, passou-se do tema das alterações climáticas para a pandemia Covid 19. Alguma comunicação social, lamentavelmente, mistura a instigação ao medo com informação relevante. A responsabilidade individual e coletiva (de pessoas privadas e públicas) impõe-se tanto quanto a medidas preventivas, como na infeção e tratamento, tendo a comunicação social especial papel (e responsabilidade) naquela que é uma verdadeira emergência global.

Referi que as alterações climáticas são passíveis de inverter, conjugando os esforços de todos, nas suas ações (e omissões), sendo imperioso assumir uma governance sustentável na sociedade, assente em diversas escalas, cuja participação dos interessados é diversa, concertada, de responsabilidade partilhada, colaborativa e visando objetivo comum. O próprio ambiente é cíclico. A terra encontra o equilíbrio, independentemente dos seus mais notáveis inquilinos (grandes ou pequenos). Naquilo que depende de ações (e omissões) é importante a convergência de esforços globais. A regra aplica-se tanto num tema como noutro.

Assistimos recentemente a um decréscimo na poluição sobre a China (e notável diminuição de CO2 no planeta), devido à desaceleração económica provocada pelo Covid 19. Em Veneza os canais estão translúcidos, têm cardumes e golfinhos. Abrandaram numa tentativa de conter o Covid 19. Deixa-nos a pensar um pouco sobre quem cumpre as obrigações de responsabilidade ambiental de forma voluntaria ou involuntária. É tempo de, conscientemente, optar pelo cumprimento voluntário.

As pestes urbanas (menores) não têm tido a resposta autárquica adequada: Pombo(a)s- não ferir suscetibilidades de género. Dizem ter dado a pílula às pombas, e deram, provavelmente, a azul, aos pombos; e deu resultado: multiplicaram-se. Deram origem, à quase impossível junção numa frase das palavras Holocausto e pombo(a)s.

Mais um exemplo de algo que se era para ter sido feito, diz-se ter sido feito, mas cuja realidade demonstra o seu perfeito inverso. Contra factos, não há argumentos. Contrassenso total: o PAN faz parte da coligação executiva na CMF, cuja atuação considera a repugnante. Este é um exemplo diminuto no que concerne à referência de prorrogações, inações (ou débeis ações) da proveniência daquela área política - na grande escala são brutais quanto aos resultados. Inversos exemplos foram notórios em termos da governação regional em questões de dimensões substancialmente superiores. A diferença de atuação consciente e efetiva é evidente.

 

Fetiches

Há mais de 10 anos que saiu em primeira página numa publicação desta região uma nomeação para um cargo dirigente intermedio. Relevância de center fold. O ridículo: referindo 8 vezes o nome da pessoa nomeada (como nas paixonetas da primária em que se escreve páginas a fio do nome da amada). Volvidos mais de 10 anos, volta à carga o mesmo indivíduo. Cheguei à conclusão que a idade não perdoa. Quem antes era front page-center fold, hoje é apenas “chamadita” de primeira e ½ fold, de uma página qualquer. Este foi momento quase Meghan Markle no tabloid: o resultado de um fetiche perene (o indivíduo deve ter um numerus clausus autorizado de repetição do nome, patetices de interesse reduzido, mentiras e suspeições - com a idade não veio o tino, nem os princípios).

 

Abalos

Um sismo de 30 segundos, 5.3, foi experiência importante para lembrar a importância de todas as regras de segurança inerentes à situação. O nosso “rochedo” é antigo e estável em termos de atividade sísmica, mas não está adormecido. A reter: a natureza vulcânica da nossa linda ilha, não nos isenta da necessidade do conhecimento de regras de segurança.

A evitar: o alvoroço e a histeria, dos quais podem advir maiores danos do que próprio evento.

Vivemos tempos de emergência efetiva e real: a resposta impõe-se, eficaz e perentória.

Haja consciência e fibra. De todos.