Luta contra o coronavírus

Numa oportunidade de usar a minha voz para aqueles que não a têm, venho aqui falar do momento angustiante que vivemos nestes últimos tempos. Embora considere que defendemos causas diferentes, no fim, lutamos todos por uma causa em comum: humanidade.

Sempre ouvi dizer que a doença é a mais democrata possível: não escolhe idade, não escolhe género, não escolhe classe social. Efetivamente, o coronavírus chegou ao nosso país, surgiu sem convite e, aparentemente, veio para ficar!

Com esta epidemia no nosso País, olho ao meu redor, e vejo: como muito desconectados estávamos do mundo; como muitos de nós somos culpados de uma visão de um mundo egocêntrico em que vivemos; vejo como ainda acreditamos, ingenuamente, que somos o centro do universo.

Como foi possível pensarmos que isto “só acontece aos outros”? Como foi possível termos sido tão negligentes? Como foi possível olharmos de camarote para o que estava a acontecer ao nosso redor e não tomarmos as devidas precauções necessárias? Em pleno século vinte e um, ainda existe uma elevada alienação ao nosso redor, falta de respeito, de consideração com o mais próximo. Não existe apreço por todos aqueles que, atrás da cortina, lutam para que todos nós estejamos cá!

Vamos colocar as cartas na mesa: nada acontecerá se as medidas não forem aplicadas across the board. Fechar coisas aqui e não ali é um desastre. Parar certas atividades aqui e não ali, um desastre é; remeter as decisões para uma certa fantasia de autoridades, parecendo sensato, é esquecer que nem o vírus nem a sua epidemiologia são ainda bem conhecidos, pelo que a precaução e a reação, é que importa!

O medo e o alarmismo não se combatem com apenas afirmações de princípio, e muito menos com contradições. Combatem-se com ações simples, racionais e universais! Pouco ou nada sabemos desta doença. Mas sabemos que esta é a altura que devemos lutar pelo nosso país. Sim, tememos a ideia de mudança, pensando que é necessário sacrificar algo, desistir de algo. Mas não. Esta mudança irá significar a lutar por uma causa bem maior: a nossa vivência!

Quando nós usamos amor e compaixão como princípios orientadores, podemos criar, desenvolver e implementar sistemas de mudança que são benéficos para todos nós. Vamos mostrar como Portugal é aquele país unido e forte.