COVID-19: Um por todos e todos por um

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou, no passado dia 11 de março, o estado de pandemia do novo coronavírus. Estamos a viver uma emergência de saúde pública internacional.

Neste momento, em Portugal, os casos infetados têm vindo a aumentar todos os dias, de forma quase exponencial. Isto deve-se ao elevado risco de contágio do SARS- CoV-2, transmitido por contacto próximo com pessoas infetadas pelo vírus, ou superfícies e objetos contaminados. O vírus transmite-se por gotículas microscópicas libertadas pelo nariz ou boca, que podem ser projetadas até alguma distância quando tossimos ou espirramos. A doença causada por este vírus chama-se COVID-19 e atinge o sistema respiratório. A maioria das pessoas infetadas (cerca de 80-85%) apresenta sintomas ligeiros a moderados (febre, tosse, e falta de ar) e recuperam. Contudo, em casos mais graves, o coronavírus pode causar pneumonia, com insuficiência respiratória e outras complicações (falência renal), e eventual morte. Nestes casos mais graves, quando os pulmões ficam debilitados, são necessários ventiladores para assegurar respiração mecânica.

A doença COVID-19 ainda não tem tratamento, mas pode ser prevenida com medidas simples, que devem ser cumpridas, individualmente, por todos os cidadãos. O governo e as autoridades de saúde recomendaram medidas de saúde pública, de caráter urgente, temporárias, para abrandar a potencial transmissão comunitária do vírus, na esperança de conter a infeção, ganhar tempo e, em última instância, evitar o colapso dos sistemas de saúde (por recursos limitados e exaustão dos profissionais).

O combate a esta crise global exige responsabilidade, sacrifício e colaboração de todos. Situações excecionais exigem medidas excecionais! Para superar este desafio coletivo urge cumprir as recomendações, ainda que possam ser sentidas como restritivas e pouco populares. Nunca é demais relembrar alguns comportamentos de segurança e proteção pessoal:
1. Reforçar as medidas de higiene: lavagem frequente das mãos, evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos. Limpeza dos utensílios utilizados. A lavagem das mãos é a medida mais eficaz de prevenção;
2. Respeitar a etiqueta respiratória: tossir para a dobra do cotovelo, ou para lenço de papel e deitá-lo fora, proteger os outros das gotículas da fala, espirro e tosse;
3. Contenção social ao estritamente necessário: confinamento no domicílio, sem visitas, limite dos contactos sociais ao mínimo. Saída apenas para ir à farmácia ou ao supermercado. Manter distância e proteger os indivíduos mais vulneráveis à COVID-19 (idosos, grávidas ou portadores de doenças crónicas: asmáticos, diabéticos, hipertensos, oncológicos, etc.) do contágio involuntário, pelo maior risco de complicações;
4. Estar atento e ser solidário com os vizinhos e indivíduos menos autónomos;
5. Vigiar os sintomas como tosse, febre, falta de ar, fraqueza generalizada e em caso de suspeita de infeção contactar as autoridades de saúde através das linhas de apoio telefónicas: Madeira 800 242420, Açores 808 246024 e Portugal Continental 808 242424;
6. Manter-se informado consultando fontes credíveis de informação, como o site da DGS https://covid19.min-saude.pt/;
    A famosa frase de Alexandre Dumas (1802-1870), “um por todos e todos por um” nunca fez tanto sentido. É altura da humanidade se unir numa só missão: vencer a COVID-19. Mais vale prevenir do que remediar!