Isto está bonito!...

Concordando ou discordando, as pessoas nos meus Governos assistiram à recusa de se andar à mercê da "opinião publicada" e das minorias. Nem sequer me deixava atrapalhar com isso.

Sempre apostei na legitimidade das políticas maioritariamente plebiscitadas em inequívoca democraticidade.

Hoje, são os colecionadores de postais e de fotografias de barcos a impor que todos paguemos um "ferry". São organizações de meia dúzia de exibicionistas, "intelectuais da bica", que falam de "economia do mar" mas, para efeitos subversivos de extrema-esquerda, boicotam o que se faz em países desenvolvidos e civilizados. 

Aliás, esta gente já fez o "conhecido" tribunal constitucional, impedir o investimento privado que permitiria viabilizar a "marina do lugar de baixo", não fosse em 4890 inaugurações a "esquerda" folclórica não ter uma para criticar!...

São os táxis que não querem concorrência, pelo que vamos pagar um "fundo"!...

E isto não pára de pressões, umas atrás das outras e subsídios à consequente "medida", num regime político que deve ser Democrático!....

Qualquer dia as minorias analfabetas, travestidas de "cultura" rafeira, vão querer destruir vias rápidas, Escolas, etc., para voltarmos ao bucólico e à "igualdade" de miséria das bananeiras e dos caminhos de lama da "Madeira Velha"!...

E até se farão "colóquios" - sempre com os mesmos - para esse efeito!...

Isto está bonito!...

Quando abordo um assunto, gosto primeiro de apontar os pilares para o seu entendimento, até porque a política eficiente é a que consegue

-    harmonizar e

 -    desenvolver

simultaneamente

-    a Liberdade;

-    a Igualdade de Direitos, de Deveres e de Oportunidades;

-    a Justiça Social;

 -    a Prosperidade.

Não sou liberal. Defendo o intervencionismo público, limitado e prudente de Keynes, no fundo o Supletivismo da Doutrina Social da Igreja Católica, pelo que sou hostil à planificação sistemática.

"O mercado é o sistema quase infinito de relação entre os seres que formam uma sociedade, bem como entre as sociedades. O objectivo é o de comunicarem reciprocamente, entre si, as suas necessidades e aspirações, para satisfazê-las. E para organizarem a produção e os recursos em função daquelas necessidades".

Quando Hayeck, Prémio Nobel da Economia, apresentou este entendimento do que é o mercado, apesar do seu liberalismo teve o cuidado de avisar que isto não funciona sem uma ordem legal que garanta:

-    a propriedade privada;

-    o respeito pelos contratos;

-    um poder judicial honesto, capaz e independente do poder político.

Depois, voltando à Madeira, aparecem os números absurdos que ignoram a visível "economia paralela", colocando-nos um terço (?!...) no "limiar" da pobreza! Bem sei que dizem cuidadosamente "limiar"...

Então de onde é que vem o dinheiro para o número de automóveis "per capita", para os índices crescentes de consumo e de viagens, para as graças a Deus tantas festas em que se gasta comendo e bebendo, para as "feiras gastronómicas", para os confirmados e crescentes índices de bens de conforto nos lares, para a proliferação de restaurantes, para tanto estabelecimento de vestir e calçar, para a subida dos custos em habitação, etc., etc.?!...

Mesmo atendendo a que a Madeira vem evoluindo erradamente para uma sociedade subsídio-dependente, à custa da proletarização da Classe Média. 

Ora, compare-se tudo isto com as "declarações às Finanças"!...

Não me gozem!...

Ainda por cima com um crescimento do Rendimento Bruto regional acima da média anual do crescimento europeu!...

Depois, vêem-se raciocínios sobre um deturpado conceito de "igualdade", a qual, em absoluto, é o que de mais contrário à Natureza, pois todos somos diferentes uns dos outros.

Fartei-me de rir com a "preocupação" de a diferença entre os 20% que na Madeira são mais ricos e os 20% que são mais pobres, ser só 3,1 vezes superior.

Oh gente! Oh cabeças!  Se isto fosse assim, se os mais ricos, em média, só tivessem três vezes o valor de rendimento dos mais pobres... a Madeira estava falida!...

E, para terminar, voltemos a quem sabe, a mais um Prémio Nobel, o escritor Mário Vargas Ilosa:

"O indivíduo goza de soberania e, embora parte do que é se explique pelo meio em que nasce e se forma, há nele uma consciência e um poder de iniciativa que o emancipa dessa placenta gregária e lhe permite actuar livremente, de acordo com a sua vocação e talento e, frequentemente, imprimir uma marca no meio em que vive".

Como eu adoro praticar este neo-anarquismo de desmontar o "politicamente correcto" e a "opinião publicada"!...

 

Post-scriptum

 

Para complementar informação sobre o 20 de Fevereiro 2010 e repor a verdade, sugiro a leitura das páginas 691 a 696 e 810 a 811 do meu livro "Relatório de Combate".