A real importância do movimento associativo na diáspora

As associações portuguesas constituídas no estrangeiro, em sua maioria, foram fundadas nas décadas de 50, 60 e 70, acompanhando as diversas vagas da imigração, sendo uma forma eficaz de congregar os compatriotas nas distantes terras de acolhimento da nossa diáspora.

Em tempos de fartura, essas associações constituíram um admirável património, através do esforço comum de seus associados, sempre com o objetivo principal de promover a cultura, usos e costumes pátrios nos países onde esses valorosos imigrantes fixaram suas raízes, de forma a tornar mais amena a vida longe da pátria.

Entretanto, o tempo passou, algumas associações foram encerradas, outras foram constituídas e hoje o associativismo continua a mostrar-se cada vez mais activo e presente, como uma forma eficaz de divulgar a imagem de Portugal nos países onde a diáspora se manifesta, cumprindo o papel de verdadeiros embaixadores da cultura, do turismo e de tudo que possa estar relacionado com a boa imagem do país.

Entretanto, alguns críticos por vezes questionam as verdadeiras funções e objetivos destas associações, alegando estes que tais entidades não passariam de meros “clubes de almoços e jantares” e que não teriam um objetivo maior, o que não é verdade, senão vejamos.

Alguns países têm passado por sérias crises políticas, humanitárias e económicas, como é o caso da Venezuela e África do Sul e, diante destas situações caóticas, as associações portuguesas no estrangeiro têm demonstrado seu objetivo maior, de ser um verdadeiro “porto seguro” para os cidadãos portugueses da diáspora, para além dos louváveis objetivos elencados em seus estatutos sociais.

Mormente, há que se citar os casos da Venezuela e África do Sul, no que tange ao acolhimento em suas dependências de portugueses e lusodescendentes em casos de recentes “apagões” e falta de água, considerando que a maioria destas associações dispõe de geradores de energia elétrica e cisternas.

Ainda, podemos citar que muitas destas associações disponibilizam suas dependências para suporte consular em casos de permanências, base para consulados honorários, apoios sociais e humanitários diversos.

Porquanto, há que se continuar a apoiar e valorizar nossas associações espalhadas pelo mundo, a dinamizar estes movimentos associativos, pois prestam voluntariamente um trabalho de suma importância para Portugal e a todos os seus cidadão, seja através das associações culturais, câmaras portuguesas, ranchos folclóricos, academias, confrarias, lares ou qualquer outro tipo de associação que possa unir os compatriotas em prol da cultura, solidariedade e do bem comum.