Uma estratégia para o PSD nacional

Primeiro, Portugal e os Portugueses. Só depois o Partido Social Democrata.

 

Os dois grandes objectivos do PSD nacional devem ser:

• reformar o actual sistema político-constitucional de 1976, que é caduco e reacionário;

• governar Portugal

 

Este Sistema Político é conservador. Na defesa da sua agonia continuada, tanto se empenha a "esquerda" burguesa, a "esquerda do dinheiro", a chamada "esquerda caviar", como a "direita dos Interesses”, e protegida por organizações e processos não transparentes.

O Partido Socialista já levou o País três vezes à falência, por também masoquismo das pessoas. Ou o PS quer continuar cúmplice dos comunistas do PCP e do bloco de "esquerda" na degradação do País. Ou o PS, de uma vez por todas, decide acertar com o PSD as reformas imprescindíveis.

Porém, salvo sinal contrário, já se percebeu que António Costa quer ser o Kerensky português. Já se percebeu que o PS está nas mãos da sua ala mais radical que é situacionista e conservadora do presente Sistema Político português. Veja-se a posição vergonhosa do Ministro do Negócios Estrangeiros contra os Empresários portugueses!...

 

O situacionismo conservador do PS está mãos dadas:

 

• com os comunistas do PCP e do bloco de "esquerda".

 

• com aquela comunicação social que, em Portugal, se insere no bloco internacional dominado por conhecidos e opacos poderosos grupos capitalistas mundiais que querem este estado de coisas.

 

Logo, impõe-se a definição do ADVERSÁRIO PRINCIPAL.

 

O ADVERSÁRIO PRINCIPAL é o TOTALITARISMO político, enquanto as ninfas do Sistema, lacrimejantes, vão dizendo que é o "populismo".

 

Caso único na Europa, um quinto dos eleitores portugueses votam nos comunistas do PCP e do bloco de "esquerda".

 

António Costa, Kerensky português porque agente das pretensões totalitárias do PCP e BE, juntamente com o PS insere-se na definição clássica de adversário principal.

Logo, o PSD não pode pactuar com o presente estado de coisas em Portugal. Tem de agir JÁ:

 

1. A Agenda terá de ser a Sua e não a do Governo ou a do Presidente da República.

2. QUOTIDIANAMENTE tem de desmontar todas as encenações dos titulares de cargos de Estado que conduzam à manutenção do situacionismo político. Sempre demonstrando as consequências de tudo o que cumplicidade ou cedências quer aos comunistas do PCP e do bloco de "esquerda", quer ao capitalismo selvagem que pretende que tudo continue na mesma, pois esta gente paga os respectivos impostos no estrangeiro. São a classe média e os pequenos Empresários, são os Funcionários Públicos e também os grandes Empresários socialmente responsáveis, todos a estarem coagidos a pagar o regabofe dos situacionistas do Sistema Político de 1976.

3. Neste quadro, o PSD deve ENDURECER todas as formas de luta em que se empenhar.

4. O PSD tem de apostar nas eleições autárquicas, candidatando, com prioridade absoluta sobre as restantes alternativas, os melhores e os mais aceites em cada localidade, não se ficando apenas pelos Filiados.

5. O PSD tem de desmontar a propaganda dos situacionistas do Sistema Político que mentirosa e dolosamente radicalizam simplistamente o País em "direita" e "esquerda", para encostar o PSD à "direita" e abrir o Centro ao PS.

6.  O PSD tem de ganhar a CONFIANÇA dos mais de quarenta por cento de Portugueses que não votam. Demonstrar que AGORA é o Partido em que podem confiar porque: •  O País não muda sem a PARTICIPAÇÃO deste Cidadãos;

•   O PSD está agora comprometido com os Portugueses numa posição rigorosa de Centro político, nada tem a ver com os tradicionais e detestados Partidos de "esquerda" e de "direita".

•  as medidas partidárias internas agora tomadas, moralizam e dignificam a Política, bem como destroem velhos hábitos e manigâncias da detestada partidocracia.

Mudar Portugal, implica desde já algumas propostas concretas de como o PSD governar e retirar o País dos últimos lugares do débil crescimento europeu:

1.  Através do aumento do investimento público e privado, através da redução da actual carga fiscal comuno-socialista, através de incentivos à produtividade e da recusa de assistencialismos apenas para comprar votos:

• subir os rendimentos familiares, hoje de miséria em grande percentagem de população;

•   crescer e reforçar a Classe Média que é a massa crítica do aperfeiçoamento permanente do regime democrático. O Sistema Político de 1976 cada vez mais proletariza a Classe Média para pô-la numa dependência crescente da "caridade" dos actuais ocupantes do aparelho de Estado.

 

1.    Repôr com eficiência os agora falhados Deveres do Estado: como Regulador; no Sistema de Justiça; e na justa retribuição salarial aos Funcionários Públicos, bem como no estabelecimento do respeito cívico que a Estes é devido.

2.    Devolver Portugal aos Portugueses através da Regionalização do Continente, à qual se opõem:

• a propaganda do Sistema Político;

• o actual aparelho de Estado;

• o centralismo cultural do eixo Lisboa-Cascais

 

As sondagens são claras. A maioria dos Portugueses, à excepção da maioria dos residentes no eixo Lisboa-Cascais, quer esta Regionalização que devolve Portugal aos Portugueses e inicia o fim das assimetrias injustas.

A Regionalização está preparada num documento que pode ser visto e estudado no "site" da Assembleia da República. Mas Costa já a adiou, o que prova que um trabalho que custou meio milhão de euros dos contribuintes, não passou de mais um embuste pré-eleitoral de António Costa.

 

1. Reconstrução e reorganização do destruído sector Saúde, onde até se atingiu o descalabro de alguns Serviços de Urgência viveram instalados em contentores sem condições!...

2. Revisão de uma lei da greve que neste momento até permite que os Trabalhadores e os Reformados morram por causa de sucessivas paralizações no sector da Saúde. Que permite que os Trabalhadores vejam os seus rendimentos diminuídos por causa de terem de suportar os custos pessoais das sucessivas paralizações nos Transportes e nas actividades confluentes.

3. Pôr fim à mediocridade, ao facilitismo e à mentira nos sectores Cultura e Educação, estratégias essas que visam aperfeiçoar o domínio das pessoas para instrumentalização pelas "esquerdas". E visam também a criação de mais mão-de-obra barata, para reforço do capitalismo.

4. Repôr o respeito cívico-democrático pelas Forças Armadas e pelas Forças de Segurança e Seus membros, bem como pelos ex-Combatentes.

É sobranceria e falta de respeito do Ministro da Administração Interna pela PSP, dizer que os Agentes compram material à custa do seu bolso, por mero capricho!...

 

EM CONCLUSÃO:

A. Está na hora de o PSD não perder mais tempo com a "direita dos Interesses" que pretendia transformar o Partido num partido situacionista do Sistema Político.

B. O PSD tem de mudar Portugal, custe o que custar. Mãos dadas com todas as Portuguesas e Portugueses que assim o desejam. Sobretudo indo ao encontro e à disposição das motivações dos mais de 40% dos eleitores que legitimamente não votam e que, até agora, não tinham ganho a confiança necessária para acreditar que o PSD hoje já tem condições para ser um PARTIDO diferente e transformar Portugal democraticamente.