Férias gratuitas? Saiba como!

Os funcionários públicos, os engenheiros, os médicos, os administrativos, os assistentes operacionais e todos têm que respeitar sejam códigos de ética, deontológicos e legislação em vigor. Já secretários de estado, deputados e quejandos vivem uma espécie de imunidade legislativa, vivem e usufruem, uma espécie de promiscuidade com empresas, sociedades e etc. Tudo para “trabalho político” ou “em trabalho político”. Eu confesso que também gostaria que na minha profissão, alguém me oferecesse uma viagem à China ou a um campeonato qualquer, seja da Europa ou do Mundo ou doutro planeta qualquer!

Rocha Andrade, João Vasconcelos e Jorge Costa Oliveira eram secretários de estados e demitiram-se na sequência do “Galpgate”, a verdade é que demoraram um ano para essa demissão. Atenção: não coloco em causa as capacidades profissionais de qualquer um destes ex-secretários de estado. Coloco a sua ética e respeito por todos os portugueses, quando aceitam um convite de uma empresa que deve milhões ao Estado e tem uma ação contra todos os portugueses. Será que não há nada condenável?

Mas há mais, eles demitiram-se no dia 9/7/2017 e a 11/7/2017 são constituídos arguidos, como é possível saberem que iam ser constituídos arguidos 2 dias antes? O que aconteceu ao segredo de justiça?

Continuando nestes políticos que “servem o povo” ou se servem do povo. O deputado Sérgio Azevedo, o vereador Ângelo Pereira e candidato à Câmara de Oeiras, e também o Luís Newton, presidente da Junta de Freguesia da Estrela, todos eles tiveram uma “viagem prémio” pela marca Huawei à China, até aqui, nada de mal se estas viagens tivessem saído numas rifas, de quaisquer escuteiros ou algo parecido. A verdade é que neste, momento, não vemos consequência diretas desta viagem, mas qual será no futuro? Que pretendia a Huawei a oferecer esta viagem? Quem foi a pessoa da Huawei que convidou e qual o motivo? Esclareça-se!

Se eles fossem alguém do Povo, sem qualquer cargo político, sem pertencer a empresas com interesses nacionais, ou sem possuir contas off-shore, como seriam tratados? Já teriam sido purgados da sociedade? Penso que ninguém aceitaria tal, mas, mais do que isso, se houvesse alguma promiscuidade nisto, o MP constitui-los-ia arguidos, mas não saberiam na véspera.

Estes, que deveriam ser funcionários do povo, representantes do povo, utilizam estes cargos para viverem à grande e à francesa, ou à chinesa. No meio disto tudo, tivemos políticos que deram a volta ao Mundo às nossas custas, seja direta ou indiretamente. Deveriam ter uma monitorização diária de todas as suas atividades, isto é, ser político como qualquer cargo devia envolver não só ter direitos, mas deveres, nomeadamente haver relatórios das suas atividades. “Privacidade!” argumentariam eles. A privacidade, perderam quando aceitaram receber luxos pagos por todos os contribuintes!

Queremos ter políticos como na Suécia e na Dinamarca, mas continuamos a dar-lhes meios para serem políticos brasileiros!

Já sabe, se quiser umas férias gratuitas, candidate-se! JM