Não é à toa!

Escrevi-vos, da última vez, a poucos dias das eleições regionais. Escrevo-vos, hoje, um dia após o término do debate do Programa do Governo Regional para 2019 – 2023, imbuída, ainda, pelo afinco com que vários temas foram esmiuçados e colocados na ordem do dia no Parlamento Regional. Foram três dias de reflexão em torno das principais medidas deste programa que norteará os destinos da nossa Região nos próximos anos.

Acessível à leitura de todos, o programa do Governo de todos nós contempla medidas nas mais variadas áreas tendo em vista o desenvolvimento da nossa terra e o aumento da qualidade de vida da população.

É certo, e foi bastante notório ao longo dos últimos dias, que há quem não tenha percebido quem é Governo e quem ganhou as eleições e esteja em total negação face ao que tem sido conseguido pelos sucessivos governos social democratas e ao que se almeja para os quatro anos que aí vêm fruto do acordo entre PSD e CDS.

É natural o processo de negação. É, de facto, um estado que faz parte da vida de todos nós. Afinal, quem nunca passou por uma fase destas na sua vida? Quem nunca colocou em prática, ainda que subconscientemente, um mecanismo de defesa para lidar com a sua falta de capacidade de aprender e lidar com a realidade?

Respostas à parte, e mesmo já passado algum tempo desde aquele dia 22 de setembro e tudo o que a ele se seguiu, momentos houve, em número suficiente, para que os indispostos pudessem digerir toda a situação e entender que o Programa do Governo apresenta várias medidas inovadoras para ajudar empresas e famílias, nas mais diversas fases da vida.

Não é à toa que o valor do kit bebé será aumentado, que serão fomentados mais incentivos à mobilidade através dos passes sociais, que continuará o investimento na rede escolar e a valorização da classe docente. Não é à toa que existe uma estratégia para melhorar e aumentar os cuidados de saúde, que será implementado o estatuto do cuidador informal e instituído um complemento social de apoio a pensionistas e reformados. Não é à toa que serão adequados às especificidades da agricultura regional, o estatuto da agricultura familiar e o estatuto do jovem empresário rural. Nem tão pouco é à toa que se irá desagravar o IRC e criar incentivos fiscais à fixação de empresas nas zonas mais carenciadas de povoamento. Não é toa que se irá apostar na requalificação do destino Madeira ou na preservação do património natural, histórico e cultural. Nem é à toa que este Governo criará uma central de biomassa capacitada para a produção de energia ou promoverá um melhor ordenamento do mar. Mais há para elencar, mas o tempo (esse grande professor) mostrará o (bom) trabalho de quem mereceu a confiança da população.

Não é à toa que ganhamos eleições num 3-0 que não agrada a todos mas é, com todo o afinco, que o Governo Regional fará transparecer, uma vez mais, porque cresce, economicamente, a Madeira há mais de setenta meses consecutivos e porque, diariamente, se nota diferença (para melhor) na vida das pessoas!