Santana, resultados Parte I

Recebemos uma câmara endividada, em 8.6 milhões de euros. Pagamos antecipadamente, a última fatia da dívida à banca no passado dia 28 de Outubro, não devemos nada aos bancos. Demorávamos a pagar aos fornecedores, de uma demora de mais 600 dias, passamos para prazos médios, que nos colocam entre as mais rápidas câmaras do país a pagar.

Quando algumas vozes nos acusavam de só haver preocupação com a dívida, respondemos com o pouco que sobrava para investimento, com obras de proximidade. Repavimentações de caminhos municipais e veredas, reparação de buracos em estradas de alcatrão, colocação de grades e varandas, limpeza de estradas. Parecem coisas simples mas a verdade é que por alguma razão estavam descuradas por quem antes, tinha outras prioridades.

Lembramos os nossos munícipes que, quando em 2013 nos escolheram para liderar os destinos de Santana, a capacidade de investimento da câmara era de pouco mais de 300 mil euros! Com o pagamento da dívida, com a renegociação de dívidas a dois fornecedores, com o consequente perdão dos juros de mora, com a revisão do contrato de telecomunicações que desvendou uma sobrefaturação entre 2009 e 2013, depois devolvida à câmara, com a abertura de procedimentos concursais para o fornecimento de combustíveis, com uma gestão rigorosa, foi possível, arranjar dinheiro para as tais obras e reparações de proximidade, mas não só! Também, para, a pintura de todos os cemitérios do concelho, para a renovação da envelhecida frota automóvel já realizada em 50%. Pintamos, colocamos tapa-sóis decentes no edifício que é de todos nós. Aliás, da atenção aos pormenores, resultou que o relógio e os sinos da câmara finalmente funcionam!

Ainda hoje, decorrem, no edifício da câmara, obras. Estamos a uniformizar a linha arquitetónica dos telhados, a retirar infiltrações, estamos a concertar o chão do salão nobre, estamos a reparar o sistema de ar condicionado há anos avariado, estamos a melhorar as condições dos gabinetes de trabalho. Estamos a corrigir a calçada em frente aos paços do concelho. Ou seja, das pequenas obras, como foi a recuperação do coreto municipal, às grandes obras como o investimento na capela mortuária e ampliação do cemitério, estamos todos os dias preocupados em dignificar o que temos, para os nossos cidadãos e para quem nos visita. Conseguimos recuperar todos os parques infantis do município. No património, conseguimos investir mais de 100 mil euros ao longo de 6 anos, na colmatação e recuperação da imagem de marca de Santana, ao todo, intervimos em 34 casas de Santana e 4 de São Jorge. Investimos no miradouro da Beira da Quinta, totalmente recuperado pela câmara.

Qual o maior investimento, quais as grandes obras? As pessoas. Fomos a primeira câmara da região a apoiar a natalidade, ao transferir 100 euros por mês, durante três anos, para cada criança que nasce no concelho, já investimos 400 mil euros. Fomos a primeira câmara a devolver IRS aos nossos contribuintes, 400 mil euros, devolvidos através da nota de liquidação do IRS sob a epígrafe “Benefício Municipal”. Apostamos fortemente no apoio aos manuais escolares, com 50 mil euros por ano, apostamos agora, recentemente no pagamento total das mensalidades das creches, mais 100 mil euros por ano. Apoiamos três viagens por ano aos estudantes no continente. Revimos em 2014 o regulamento das bolsas de estudo, abrangemos mais estudantes, isto, refletiu-se num aumento de 40 mil, para 80 mil euros por ano, no valor da atribuição das bolsas. Vamos apoiar os estudantes que estudam em universidades no estrangeiro. Somos a única câmara que atribui 16 mil euros de prémios de mérito aos alunos. Vamos, igualmente, premiar os melhores atletas com prémios de mérito desportivo.

Nas pessoas dos nossos empresários, não lhes aplicamos o imposto da Derrama, o que, no nosso contexto e tecido empresarial já de si escasso e frágil, significa, deixar nos seus bolsos, 100 mil euros por ano que poderiam vir parar à câmara.

Na protecção civil das nossas populações, apostamos, desde 2013, nos nossos bombeiros. Ajudamos no pagamento de dívidas, aumentamos as verbas para a contratação de mais bombeiros. Vamos, em breve, atingir o valor record de transferências anuais para os nossos bombeiros, atingindo 241 mil euros por ano. Já a partir de Dezembro, com efeitos retroactivos a 2019, os bombeiros receberão mais 55 mil euros por ano. No próximo artigo continuarei com a parte II.